Universidade Federal da Paraíba (UFPB) sofreu um novo corte orçamentário no valor de R$ 14,3 milhões. Nota oficial divulgada, nesta quinta-feira (29), a instituição afirmou que continuidade dos cortes comprometem o funcionamento do local.

Conforme observado, o corte no orçamento reduz recursos destinados à manutenção, custeio de bolsas e auxílios.

“Na prática, isso significa menos recursos para ações fundamentais, como manutenção de prédios, salas de aula e laboratórios, funcionamento de bibliotecas, sistemas, atividades acadêmicas e ações de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão”, diz nota.

A universidade destaca que apesar do bloqueio no orçamento ter afetado instituições no Brasil inteiro, a UFPB foi a única que teve o cancelamento concreto de recursos já previstos para o exercício de 2026.

No texto, a UFPB reforça que atende o maior número de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica do país e a redução compromete diretamente a assistência estudantil.

A reitoria solicitou esclarecimentos aos órgãos competentes e reivindicou a recomposição integral dos R$ 14,3 milhões retirados do orçamento da UFPB.

No ano de 2025 diversos casos de violência contra a mulher ganharam repercussão e aumentaram a necessidade de conscientização. No total, 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar, segundo o DataSenado, na Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher.

Na Paraíba, existem ações e leis que visando auxiliar mulheres vítimas de violência, além de tentar reduzir o número de ocorrências que vão desde ronda policial, campanhas de conscientização e comunicação às autoridades sobre indícios de violência. 

A Lei nº 14.113/2021, por exemplo, obriga instituições de saúde a informarem à Delegacia Civil casos de violências e maus tratos constatados não só contra as mulheres, mas também às crianças e idosos. A matéria é de autoria do ex-vereador Humberto Pontes.

A comunicação também é obrigatória nos condomínios verticais em caso de ocorrência ou indício de violência doméstica e familiar não só contra mulheres, mas também contra crianças, pessoas com deficiência e idosos. A Lei 14.597/2022 foi de autoria do ex-vereador Bruno Farias (Cidadania) e tem como objetivo evitar esse tipo de violência dentro de casa.

Na Paraíba, nos meses de janeiro a novembro de 2025, foram registrados 32 feminicídios. No estado, a Patrulha Maria da Penha, programa de segurança pública que monitora e protege mulheres com medidas protetivas judiciais contra a violência doméstica, conduziu 1.403 agressores até as delegacias durante o ano de 2025, além de ter realizado 1.173 visitas de monitoramento a mulheres acompanhadas pelo programa. Apesar do programa ser realizado desde 2019, apenas em 2025 ele foi regulamentado pela Lei Estadual nº 14.198/2025.

Em João Pessoa, mesmo com ações de conscientização, a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres de João Pessoa (SPPM) registrou, de janeiro até 15 de dezembro de 2025, 315 atendimentos a mulheres em situação de violência doméstica, familiar e/ou sexual residentes na Capital, com 50 vítimas inseridas no programa Ronda Maria da Penha, voltado ao acolhimento e monitoramento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, instituído pela Lei nº 1.3772/2019.

Campanhas de conscientização

De autoria do presidente da CMJP, vereador Dinho Dowsley (PSD), a Lei 14.210/2021 estabelece o dia 21 de novembro como o Dia Temático de Conscientização e Enfrentamento ao Feminicídio nas escolas públicas e privadas do município de João Pessoa. A medida visa a conscientização dos jovens e adolescentes das escolas da Capital para a necessidade do enfrentamento e combate ao feminicídio, formando cidadãos conscientes e capazes de denunciar casos de violência.

Outra lei também já aprovada e sancionada é a que dispõe sobre a campanha permanente de conscientização e combate ao assédio e à violência sexual contra a mulher nos estádios de futebol e equipamentos esportivos, através do enfrentamento a todas as formas de discriminação e violência contra a mulher, de autoria do vereador Zezinho do Botafogo (Cidadania).

Ano passado

Em 2025, foram aprovadas e sancionadas pelo menos duas matérias a respeito do tema, as duas de autoria do vereador Guguinha Moov Jampa (PSD). Uma delas dispõe sobre o afastamento remunerado das servidoras públicas municipais, dos poderes Executivo e Legislativo, vítimas de violência doméstica e familiar.

De acordo com a Lei 15.737/2025, fará jus ao benefício a servidora a quem seja concedido medida protetiva emitida pelo Poder Judiciário e que tenha laudo da junta médica indicando o afastamento.

A outra é a Lei 15.738/2025 que institui mecanismos de punição administrativa para combate à violência contra a mulher no Município. A medida prevê ao agressor o pagamento de multa e proibição de contratar com o Poder Público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais, ou creditícios por cinco anos, sem prejuízo da responsabilidade penal e civil da violência contra a mulher cometida.

Para denúncias, ligue 197 (Disque Denúncia Polícia Civil); 180 (Central de Atendimento à Mulher); ou 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar em Casos de Emergência).

A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina para as distribuidoras a partir desta terça-feira (27). Essa será a primeira redução do combustível promovida pela petroleira neste ano.

Com isso, o preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,57 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro.

A última alteração no preço da gasolina havia ocorrido em outubro de 2025.

“Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%”, diz a empresa em nota. (veja a íntegra abaixo)

 

A companhia também informou que deve manter inalterados, neste momento, os preços de venda do diesel para as distribuidoras. Nesse caso, segundo a Petrobras, a redução acumulada nos preços do diesel é de 36,3% desde 2022.

Preços na bomba

 

Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos.

A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

São eles:

  • Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;
  • Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;
  • Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;
  • Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

Veja a nota da Petrobras

 

A partir de amanhã, 27/01, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%.

Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%.

O Grok, inteligência artificial do X, de Elon Musk, passou a informar que a edição de imagens está restrita a assinantes do serviço. A mudança ocorre após a plataforma ser tomada por fotos manipuladas de mulheres reais com pouca roupa ou nudez, e de crianças com roupas íntimas.

Foram encontradas interações em que usuários pedem ao Grok alterações em imagens já publicadas por outras pessoas na plataforma.

Nesses casos, o Grok agora está respondendo: “A geração e edição de imagens atualmente são limitadas a assinantes pagantes. Você pode se inscrever para desbloquear estes recursos”. A mensagem vem acompanhada de um link para a página de assinatura.

Procurado, o X informou que está verificando a resposta da IA e que passará mais detalhes “assim que tiver alguma atualização”.

Interações do Grok com edição de imagem dentro do X — Foto: Reprodução/X

Interações do Grok com edição de imagem dentro do X — Foto: Reprodução/X

O g1 mostrou na quinta-feira (8) o caso de uma brasileira que teve fotos usadas no antigo Twitter para gerar imagens que simulavam nudez ou o uso de roupas íntimas.

Antes do caso dela, a prática ganhou repercussão quando a jornalista Julie Yukari denunciou à polícia que também teve fotos manipuladas pela mesma ferramenta, no último dia 2.

‘Horrível. Me sinto suja’, diz brasileira vítima

 

Giovanna (nome fictício) teve sua foto modificada por usuário do X. — Foto: Reprodução/Redes sociais.

Giovanna (nome fictício) teve sua foto modificada por usuário do X. — Foto: Reprodução/Redes sociais.

“Eu fiquei em choque quando vi (…). É um sentimento horrível. Eu me senti suja, sabe?”, disse Giovanna*, ao ser informada pelo g1 que uma foto sua de biquíni estava na rede social X, na última segunda-feira (7). “Na foto original, do meu story, eu estava de calça.”

A imagem de Giovanna* que foi manipulada tinha sido publicada recentemente em seu perfil público no Instagram. Uma conta no X identificada como “@endricklamar__” repostou essa imagem no X e pediu que o Grok a retratasse de biquíni.

g1 identificou as manipulações ao buscar palavras-chave relacionadas ao tema na barra de pesquisa do X. A partir disso, foi possível localizar solicitações ao Grok feitas pela conta “@endricklamar__”, incluindo uma em que aparecia o @ de Giovanna*.

 

Criado em junho de 2025, o perfil reunia imagens de outras mulheres, cuja identidade não foi possível confirmar (veja os prints abaixo). Não foram encontradas, porém, manipulações semelhantes envolvendo homens.

Ao ser contatada, Giovanna* disse que ficou assustada ao saber do uso da própria imagem sem consentimento e afirmou não conhecer o perfil em questão.

“Na foto original, do meu story, eu estava de calça. Já na imagem manipulada pela IA, aparece o mesmo local, a mesma pose, tudo igual, só que de biquíni”, comparou.

 

“Eu nunca imaginei que isso aconteceria comigo, porque normalmente isso é feito mais com artistas e influenciadores”, completou a vítima, que disse já ter denunciado o post e afirmou que pretende registrar um Boletim de Ocorrência.

No próprio X, o g1 tentou contato com o responsável pela conta @endricklamar__, mas recebeu apenas a resposta “??”. Algumas horas depois, ele excluiu as fotos e o perfil (veja na imagem abaixo).

Segundo informações divulgadas pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), hoje 112 cidades paraibanas estão sendo afetadas por uma umidade relativa do ar variando entre 30% e 20%. Há risco de incêndios florestais e à saúde.

Sertão da Paraíba entra no 5º dia registrando umidade relativa do ar semelhante à do deserto
Sertão da Paraíba registra umidade relativa do ar semelhante à do deserto

Clima desértico (ou clima árido) é um tipo de clima quente e seco encontrado em regiões de baixa e média latitude do planeta Terra.

Ele está presente desde a América do Norte até a Oceania, sendo muito comum no norte da África, no Oriente Médio, no oeste da América do Sul e na região central da Ásia.

Sua principal característica é a baixa umidade do ar, 30% ou menos, e as chuvas escassas, com volume anual é que inferior a 250 mm. Em termos de comparação, a umidade relativa do ar no Deserto do Saara, localizado no continente africano, costuma variar entre 14% e 20%.

O ar seco aumenta o risco de desidratação, problemas respiratórios, dores de cabeça e outras complicações de saúde, exigindo hidratação e cuidados redobrados.

As autoridades recomendam que a população beba bastante líquido, evite desgaste físico nas horas mais secas e evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.

 A baixa umidade está ligada à escassez de chuvas e ao padrão de tempo firme, com temperaturas elevadas (acima de 35°C), característicos do clima semiárido e do bioma Caatinga. 

Confira cidades da Paraíba afetadas

  1. Água Branca
  2. Aguiar
  3. Amparo
  4. Aparecida
  5. Areia de Baraúnas
  6. Assunção
  7. Belém do Brejo do Cruz
  8. Bernardino Batista
  9. Boa Ventura
  10. Bom Jesus
  11. Bom Sucesso
  12. Bonito de Santa Fé
  13. Brejo do Cruz
  14. Brejo dos Santos
  15. Cachoeira dos Índios
  16. Cacimba de Areia
  17. Cacimbas
  18. Cajazeiras
  19. Cajazeirinhas
  20. Camalaú
  21. Carrapateira
  22. Catingueira 
  23. Catolé do Rocha
  24. Conceição
  25. Condado 
  26. Congo 
  27. Coremas
  28. Curral Velho 
  29. Desterro
  30. Diamante 
  31. Emas
  32. Frei Martinho 
  33. Ibiara 
  34. Igaracy 
  35. Imaculada
  36. Itaporanga 
  37. Jericó 
  38. Joca Claudino 
  39. Juazeirinho
  40. Junco do Seridó 
  41. Juru 
  42. Lagoa 
  43. Lastro 
  44. Livramento 
  45. Mãe d’Água
  46. Malta
  47. Manaíra
  48. Marizópolis 
  49. Mato Grosso
  50. Maturéia 
  51. Monte Horebe 
  52. Monteiro 
  53. Nazarezinho 
  54. Nova Olinda 
  55. Nova Palmeira 
  56. Olho d’Água 
  57. Ouro Velho 
  58. Parari 
  59. Passagem 
  60. Patos 
  61. Paulista 
  62. Pedra Branca 
  63. Pedra Lavrada 
  64. Piancó 
  65. Picuí
  66. Poço Dantas 
  67. Poço de José de Moura 
  68. Pombal 
  69. Prata 
  70. Princesa Isabel
  71. Quixaba
  72. Riacho dos Cavalos
  73. Salgadinho
  74. Santa Cruz
  75. Santa Helena
  76. Santa Inês
  77. Santa Luzia 2513406
  78. Santana de Mangueira
  79. Santana dos Garrotes
  80. Santa Teresinha
  81. Santo André 
  82. São Bentinho 
  83. São Bento 
  84. São Domingos 
  85. São Francisco 
  86. São João do Rio do Peixe 
  87. São José da Lagoa Tapada
  88. São José de Caiana
  89. São José de Espinharas
  90. São José de Piranhas
  91. São José de Princesa
  92. São José do Bonfim
  93. São José do Brejo do Cruz
  94. São José do Sabugi
  95. São José dos Cordeiros
  96. São Mamede
  97. São Sebastião do Umbuzeiro
  98. São Vicente do Seridó
  99. Serra Branca
  100. Serra Grande
  101. Sousa
  102. Sumé
  103. Taperoá
  104. Tavares
  105. Teixeira
  106. Tenório
  107. Triunfo
  108. Uiraúna
  109. Várzea
  110. Vieirópolis
  111. Vista Serrana
  112. Zabelê

Além do sertão paraibano

Várias regiões, além do Sertão, de outros estados também serão afetadas pelo clima seco. O mesmo alerta é válido para:

A partir de setembro, quando começa a esquentar no hemisfério sul, as temperaturas começam a subir e regiões que sofrem com climas extremos acabam sendo bastante afetadas. No momento, outros estados dentro do Brasil estão sofrendo com chuvas fortes e tempestades.

Apenas nesta quinta-feira, o Brasil está sob cinco alertas climáticos. Um deles, mais ao norte, diz respeito a chuvas intensas. Já os outros, abrangendo Centro-oeste, Sudeste e Sul, são alertas de tempestade.

Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (22) um reajuste de 8% no salário de servidores públicos efetivos do Poder Judiciário, além dos vencimentos básicos dos lotados em cargos comissionados e em funções de confiança.

A proposta foi aprovada pela Câmara e pelo Senado em novembro e previa ainda novos aumentos de 8% em julho de 2027 e em julho de 2028, trechos vetados pelo presidente.

O presidente argumentou que os aumentos previstos para os anos seguintes “contrariam o interesse público” por violar dispositivo da Lei de Responsabilidade que proíbe o chefe do Executivo de criar novas despesas com pessoal em períodos que ultrapassam seu mandato.

Segundo a legislação, é nula a sanção de aumento da despesa com pessoal que preveja parcelas a serem implementadas em períodos posteriores ao final do mandato do titular do Poder Executivo.

“Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição legislativa contraria o interesse público ao estabelecer aumento da despesa com pessoal com parcelas a serem implementadas em períodos posteriores ao final do mandato do Presidente da República, contrariando a vedação prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal.”

 

O reajuste, segundo parlamentares, corrige parte da perda do poder aquisitivo que o Poder Judiciário da União tem enfrentado desde 2019.

O aumento não alcança ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ou outros magistrados da carreira e se restringe exclusivamente aos servidores.

Segundo a proposta do Orçamento aprovada para o próximo ano, o custo do reajuste será de R$ 1,77 bilhão. Contempla STF, STJ, CNJ, Justiça Federal, Justiça do DF, Justiça Militar, Justiça do Trabalho e Justiça Eleitoral.

 

Adicional de qualificação

 

O presidente também sancionou, desta vez sem vetos, um projeto que que altera o cálculo para concessão do Adicional de Qualificação (QA) e cria hipóteses de acumulação.

Atualmente, o QA é concedido como um percentual do salário. Doutores recebem 12,5% a mais calculados sobre o vencimento básico e mestres 10%.

A proposta cria um valor referencial (VR), equivalente a 6,5% do salário do cargo comissionado de nível 1. Hoje, o vencimento para esse cargo é de R$ 9.216,74, o que faz do VR um valor fixo de R$ 599,08.

O projeto sancionado cria hipóteses de acumulação dos adicionais, o que não é previsto atualmente em lei.

A partir de agora, quem faz a segunda graduação, pós graduação e certificação profissional poderá acumular os adicionais, com o teto de até duas vezes o VR.

O adicional por ações de capacitação poderá ser acumulado com qualquer outro adicional. Já os QA’s por mestrado e doutorado não poderão se acumular, vedação que já existe hoje.

O texto ainda inclui no cálculo para fins de aposentadoria e pensões o adicional adquirido por meio da capacitação profissional que totalize pelo menos 120 horas. Outra inovação é o adicional pela segunda graduação, o que não existe hoje.

Pouco mais de um ano depois de uma intensa mobilização nas redes sociais, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou uma proposta de emenda constitucional (PEC) sobre o fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso — conhecida como escala 6×1 — e a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 36 horas semanai.

Para virar lei, o texto ainda precisa passar por diversas etapas: aprovação no plenário do Senado, trâmite na Câmara dos Deputados e veto ou sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente existem dois textos diferentes que buscam alterar a jornada de trabalho — um tramitando na Câmara dos Deputados e outro no Senado.

O texto da Câmara está parado em uma subcomissão especial criada para tratar sobre o assunto. Não há acordo para votação. Depois disso, ele ainda precisaria passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara — que determina sobre a legalidade e a constitucionalildade da proposta — antes de ir finalmente à votação no plenário da Câmara.

Depois de aprovado, ele seguiria da Câmara para trâmite no Senado, e posteriormente, se aprovado lá sem alterações, seria encaminhado para sanção ou veto do presidente Lula.

Já o outro texto que tramita no Senado — e que foi aprovado nesta quarta-feira na CCJ da casa — está em estágio mais avançado, e segue agora para apreciação do plenário. Caso seja aprovado, o projeto tramita na Câmara e depois — se não houver alteração — pode ser alvo de veto e sanção do presidente.

O governo Lula vem se manifestando favorável aos projetos que reduzem a jornada de trabalho e modificam a escala 6×1.

“Fala-se muito que não podemos reduzir a jornada porque nossa produtividade é menor. Mas como ela vai aumentar se a trabalhadora e o trabalhador não têm tempo para estudar, descansar e melhorar suas condições de trabalho?”, disse na quarta-feira (10/12) o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

 

Ele participou de uma audiência pública sobre o assunto na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

O governo Lula inicialmente apoiou o texto que estava tramitando na Câmara dos Deputados — que ganhou força com a mobilização nas redes sociais contra a escala 6×1. No entanto, segundo o jornal O Globo, o governo mudou sua estratégia e agora vai apoiar o projeto que tiver mais chances de aprovação rápida.

“A posição do governo é aprovar aquele (projeto) que for o caminho mais rápido (para acabar com a escala 6×1). Se o mais rápido for (o da PEC aprovada) agora, e me parece, com essa aprovação na CCJ do Senado, aí vamos com ela”, disse Boulos, segundo o jornal.

 

Proposta no Senado: avançando para o Plenário

 

A Proposta de Emenda à Constituição 148/2025, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) e relatoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE) prevê:

  • no primeiro ano após a aprovação do texto, haverá redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
  • Nos quatro anos seguintes, a jornada de trabalho é reduzida em uma hora por ano — até chegar às 36 horas semanais.
  • Limite de cinco dias por semana de trabalho, com dois dias de descanso, de preferência no sábado e domingo.
  • Em ambos os casos — redução da jornada e fim da escala 6×1 — não há redução salarial.

 

“São mais de 150 milhões de brasileiros que se beneficiarão com esta PEC, considerando os trabalhadores, considerando as famílias e considerando quem contrata também, porque vai movimentar a economia, vai mudar a realidade social deste país”, afirmou Carvalho, segundo a Agência Brasil.

Em seu parecer, o relator na CCJ argumentou que a jornada de 6×1 está associada ao aumento dos riscos de acidentes em razão do cansaço, por diminuir a qualidade do trabalho e por causar danos a saúde, prejudicando o bem-estar do trabalhador.

“No Brasil, as redes sociais têm sido tomadas nos últimos meses por manifestações contrárias à jornada 6×1, considerada exaustiva pelos trabalhadores. Nesse sentido, foi criado o Movimento Vida Além do Trabalho, com o objetivo de alterar a legislação para assegurar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal”, escreveu Carvalho no parecer.

 

O senador Paulo Paim diz que a medida gera benefícios ao setor produtivo ao reduzir a dependência de horas extras e permitir melhor distribuição do trabalho.

A aprovação do projeto de lei na CCJ do Senado aconteceu em votação “extra-pauta”, em que o assunto é deliberado mesmo não tendo sido incluído na pauta oficial do dia. A aprovação foi por votação simbólica — em que não há contagem de individual dos votos.

A votação da PEC como extra-pauta foi criticada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que disse que queria ter pedido vista para analisar a proposta.

“A única coisa que eu posso dizer é que vamos tentar, lá no Plenário, ver se é possível fazer uma audiência pública para melhorar o projeto, porque tudo pode ser melhorado”, disse Girão, segundo a Agência Brasil.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), respondeu que o assunto já foi debatido em audiência pública.

“Eu lamento vossa excelência não ter participado de três audiências públicas que nós fizemos e vossa excelência não compareceu em nenhuma delas”, disse Alencar.

 

Governo Lula já se manifestou a favor de mudar jornada de trabalho no Brasil — Foto: Getty Images via BBC

Governo Lula já se manifestou a favor de mudar jornada de trabalho no Brasil — Foto: Getty Images via BBC

Proposta na Câmara: parada em subcomissão

 

Na Câmara dos Deputados, o texto que tramita é a PEC 8/2025 de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP).

Foi esse texto que ganhou grande mobilização nas redes sociais no ano passado e provocou a discussão sobre a escala 6×1 no Congresso.

No entanto, o texto está parado em uma subcomissão da Câmara criada especialmente para debater a proposta. A PEC foi debatida em quatro audiências públicas.

Na semana passada, houve um pedido de vista dos deputados Vicentinho (PT-SP) e Leonardo Monteiro (PT-MG). Não há acordo para votação e não foi marcada uma reunião para se debater a proposta.

O deputado Luiz Gastão (PSD-CE) — que é relator Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6×1 — apresentou na semana passada um relatório com mudanças.

Sua proposta surpreende por não propor o fim da escala 6×1. Seu parecer propõe:

  • redução da jornada de trabalho máxima das atuais 44 horas semanais para 40, mantidos os salários. O texto original de Hilton pedia uma jornada máxima de 36 horas semanais, com quatro dias de trabalho e três de descanso — encerrando a escala 6×1.
  • Restrições para o trabalho aos sábados e domingos, com pagamento em dobro do período que exceder o limite de seis horas nesses dias.
  • Redução dos impostos sobre a folha de pagamento para empresas em que os custos com salários representem mais de 30% do faturamento.
  • Transição gradual de três anos, com a jornada caindo a cada ano para 42 horas, 41 horas e 40 horas.

 

Gastão disse reconhecer a legitimidade das lutas pela redução da jornada, mas avaliou que as 36 horas seriam insustentáveis economicamente, gerando custos desproporcionais, especialmente para micro e pequenas empresas.

“[A PEC original] poderia acarretar sérias consequências econômicas adversas, tais como queda na produção, redução da produtividade e elevação dos índices de desemprego”, disse Luiz Gastão, segundo a Agência Brasil.

Críticas às propostas

 

Em audiência pública realizada na quarta-feira na Câmara dos Deputados, representantes de diferentes setores produtivos criticaram as propostas em discussão.

O presidente em exercício da Fecomércio São Paulo, Ivo Dall’Acqua Junior, que representou a Confederação Nacional do Comércio, disse que que regras rígidas podem afetar diferentes atividades econômicas de forma desigual.

“Empregar custa muito. Nosso custo de trabalho é elevado, e isso também precisa entrar no debate”, disse Dall’Acqua Junior, segundo a Agência Câmara.

 

Ele afirmou na audiência que o Brasil não registra ganho consistente de produtividade desde os anos 1980.

Já o especialista em Políticas e Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Pablo Rolim Carneiro, falou que a mudança teria um peso excessivo para pequenas empresas.

“Noventa e nove por cento das empresas brasileiras são micro, pequenas e médias. Elas respondem por cerca de 52% dos empregos formais e têm mais dificuldade para fazer adaptações internas.”

Movimento Vida Além do Trabalho

 

O fim da escala 6×1 é a principal meta de um movimento chamado “Pela Vida Além do Trabalho” (VAT), fundado por Rick Azevedo, um ex-balconista de farmácia que se elegeu vereador pelo PSOL no Rio de Janeiro na eleição passada.

Azevedo trabalhava na farmácia em 2023 quando gravou um vídeo que viralizou no TikTok.

O vídeo foi gravado pouco depois de sua chefe ligar para ele em sua folga e pedir que ele entrasse mais cedo no trabalho no dia seguinte.

“Quando é que nós da classe trabalhadora iremos fazer uma revolução nesse país contra essa escala 6×1? Gente, é uma escravidão moderna. Moderna não: ultrapassada”, diz Azevedo no vídeo.

“Eu que não tenho filho, que não tenho nada, que sou sozinho, não dá para fazer as coisas. Imagina quem tem filho, quem tem marido, quem tem casa para cuidar”.

“A pessoa tem que se doar para a empresa seis dias na semana e só um dia para folgar. E isso por salário mínimo. Gente, não dá.”

O vídeo explodiu em visualizações e Rick passou a fazer campanha pelas redes sociais pelo fim da escala 6×1.

Foi criado então o movimento “Pela Vida Além do Trabalho”, com um abaixo-assinado na internet apoiado por mais de 2 milhões de pessoas.

“A gente tem uma ilusão que a CLT protege. Mas a CLT está defasada desde a última reforma trabalhista. Tem trabalhadores sendo explorados”, disse Azevedo à BBC News Brasil no ano passado.

O influenciador Thiago Schoba, mais conhecido como Thiago Schutz, foi preso em flagrante na noite de ontem (28), em Salto, no interior de São Paulo, por violência doméstica e lesão corporal contra a namorada, Lais Angeli Gamarra, de 30 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, a jovem foi agredida com “chutes e tapas”, ligou para a polícia e conseguiu fugir de Schutz. Ela foi encontrada pela PM na rua, com marcas de agressões. Minutos depois, o influenciador foi detido.

Em laudo pericial, o Instituto Médico-Legal, que avaliou a vítima depois da agressão, diz que Lais sofreu, pelo menos, onze lesões corporais que violaram sua integridade física, na face e nos membros superiores e inferiores.

Conhecido como “Calvo do Campari”, Schoba passou por audiência de custódia e foi solto. Ele está proibido de se aproximar da vítima e de entrar em contato com ela, mesmo que por redes sociais. As medidas protetivas são amparadas na Lei Maria da Penha.

Além disso, ele não pode, a partir de agora, frequentar bares e casas noturnas, sob risco de ser detido novamente.

A advogada de Lais, Nayara Thibes, afirmou que pediu novamente a prisão de Schoba. De acordo com ela, a mulher está abalada e sem conseguir dormir desde ontem.

— Eles eram namorados há três meses. Tudo começou porque ele pediu para fazer sexo oral nela, e ela se negou. Ela foi enforcada, fugiu para a rua e conseguiu pedir socorro para uma viatura da PM — disse a advogada.

O GLOBO não conseguiu contato com a defesa de Schoba. O espaço permanece aberto para manifestação.

Outros casos

Schoba, que se apresenta como “coach de masculinidade”, já havia sido acusado de ameaçar outras mulheres. Ele enviou uma mensagem para a atriz Livia La Gatto e para a intérprete de samba Bruna Volpi exigindo que ambas tirassem os vídeos em que falavam dele nas redes sociais. Caso contrário, segundo ele, seria “processo ou bala”.

Em 2023, virou réu e respondeu, em liberdade, pelos crimes de ameaça e violência psicológica contra mulher, após episódios envolvendo ambas. Em seguida, por meio de vídeo nas redes sociais, Schoba disse que falava muito palavrão e que sua mensagem foi mal interpretada. Que “bala” não foi usada no sentido literal, e sim, no sentido de resolver a questão.

Em novembro de 2023, a Justiça de São Paulo suspendeu o processo contra Schoba. O Ministério Público reconheceu que a atriz foi ameaçada, mas sugeriu a suspensão em julgamento realizado.

Schoba ficou conhecido nas redes sociais após o reality show da Netflix “O Crush Perfeito” e, principalmente, depois de viralizar em vídeos de podcast – os chamados cortes – destilando conteúdo misógino e objetificando mulheres, sempre no mesmo cenário: com fone de ouvido e microfone, olhando para um apresentador, com postura de intelectual.

No mais compartilhado deles, aparece ostentando superioridade sobre uma mulher por supostamente não ter aceitado beber cerveja, a convite dela, e ter continuado tomando o seu Campari. Ganhou o apelido de “Calvo do Campari”, rapidamente rechaçado pela marca de destilados, que imediatamente divulgou uma nota dizendo não compactuar com o conteúdo produzido pelo influencer.

Escreveu livros, publicados por sua própria editora, criou o chamado “Manual Red Pill”, e oferece “mentoria” onde promete a outros homens avanços na busca por “autoconhecimento, propósito, dinheiro e mulheres”. “Problemas de Relacionamento ou Masculinidade? me chama no Whatsapp”, anuncia.

O transporte coletivo de Campina Grande funcionará, nesta quinta-feira (20), feriado da Consciência Negra, funcionará com frota de ônibus utilizada aos domingos. A informação foi divulgada pela STTP na noite desta quarta-feira (19).

Conforme observado, a frota de ônibus iniciará a operação às 6h e funcionará até às 20h, saindo do Terminal de Integração.

Os ônibus das linhas 245 e 092 continuarão em operação mesmo após às 20h. O funcionamento dessas rotas será até meia hora após o fechamento das lojas do Partage Shopping.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou, nesta terça-feira (19), o edital do Processo Seletivo Simplificado, com 9.580 vagas, para contratação temporária de candidatos que irão atuar em pesquisas econômicas e sociodemográficas. Os detalhes foram divulgados no Diário Oficial da União.

As vagas, de nível médio, são são distribuídas entre os cargos de Agente de Pesquisas e Mapeamento (APM) e Supervisor de Coleta e Qualidade.

As inscrições estarão abertas a partir das 16h, desta quarta-feira (19), através do site da banca organizadora, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa de inscrição, no valor de R$ 38,50.

A duração dos contratos é de um ano, podendo ser prorrogados até no máximo três anos. A remuneração ainda será divulgada, observando os limites previstos em lei.

Confira detalhes das funções

Agente de Pesquisas e Mapeamento (8.480 vagas)

A remuneração é de R$ 2.676,24, com os seguintes benefícios: Auxílio Alimentação no valor de R$ 1.175,00; Auxílio Transporte; Auxílio Pré-escolar; férias proporcionais; e 13º salário proporcional.

Os selecionados irão atuar na coleta de dados estatísticos em domicílios e estabelecimentos, apoio a levantamentos geográficos e cartográficos, registro e transmissão de informações em sistemas eletrônicos, elaboração de relatórios e o uso responsável dos equipamentos fornecidos.

Supervisor de Coleta e Qualidade (1.110 vagas)

A remuneração é de R$ 3.379, com os seguintes benefícios: Auxílio Alimentação no valor de R$ 1.175,00; Auxílio Transporte; Auxílio Pré-escolar; férias proporcionais; e 13º salário proporcional.

Os candidatos aprovados irão atuar no planejamento e a gestão das atividades de coleta, supervisão das equipes e da qualidade dos dados, avaliação técnica dos questionários, elaboração de relatórios, apoio ao planejamento e à melhoria dos processos, além da execução de rotinas administrativas e operacionais necessárias ao funcionamento das unidades de coleta.

Sobre as provas

As provas objetivas do Processo Seletivo Simplificado estão previstas para o dia 22 de fevereiro de 2026, de forma presencial, em todos os municípios em que houver oferta de vagas.

Para a função de Agente de Pesquisas e Mapeamento (APM), as provas serão aplicadas no horário da manhã. Já para a função de Supervisor de Coleta e Qualidade, o certame ocorre no período da tarde, das 14h às 17h.