A presidente do Banco do Brasil (BB), Tarciana Medeiros, foi eleita pela revista Forbes a 18ª mulher mais poderosa do mundo em 2025. Ela é a única brasileira na 22ª lista de 100 mulheres divulgada nesta quinta-feira (11). Na lista última lista, divulgada em 2024 pela Forbes, a executiva também ficou em 18º lugar.
Tarciana também é reconhecida pela Forbes por ser a primeira mulher a presidir o BB em mais de 200 anos de história da instituição. (veja trajetória dela mais abaixo)
Para a Forbes, Tarciana é considerada uma “defensora apaixonada” de políticas ambientais, destacando o discurso da executiva na Assembleia Geral das Nações Unidas em 2023 sobre a importância de obter mais financiamento para empresas ambientalmente sustentáveis.
“Naquele mesmo mês, ela firmou uma parceria entre o Banco do Brasil e o Banco Interamericano de Desenvolvimento para investir US$ 250 milhões em recursos de energia renovável e infraestrutura sustentável”, afirmou a revista.
Para entrar no ranking de mulheres mais poderosas do mundo, a revista considera fatores como visibilidade, fortuna e influência. Para as líderes políticas, os principais critérios são o PIB e a população do país. Já para empresárias, pesam as receitas e o número de funcionários.
Ao assumir a presidência do BB, em janeiro de 2023, Tarciana se tornou a primeira mulher a comandar o banco desde sua fundação, em 1808.
Ela iniciou sua carreira profissional em 1988, como feirante. Dez anos depois, atuou como professora. Em 2000, ingressou no Banco do Brasil.
Na instituição, ocupou cargos de gerência de relacionamento e negócios. Passou por unidades do Norte e do Nordeste, além da capital federal. Trabalhou na rede de varejo, agências e superintendências.
Como superintendente comercial da BB Seguridade, desenvolveu modelos estratégicos de indução de vendas no Brasil. Além disso, apoiou a coordenação e o direcionamento do trabalho das equipes de consultores das empresas da Holding BB Seguros.
De 2018 a 2020, esteve à frente da implantação de processos de pós-venda na diretoria de Crédito e Empréstimos.
Em 2021, assumiu cargo de gerente executiva, no qual liderou equipes responsáveis, entre outras funções, pela análise de comportamento de consumo e pela expansão da base de clientes.
Tarciana é formada em administração e pós-graduada em marketing e liderança, inovação e gestão.
O Brasil registrou, em 2024, os melhores resultados de renda, desigualdade e pobreza de toda a série histórica iniciada em 1995, segundo nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo foi divulgado nesta terça-feira (25) a partir de dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao longo de 30 anos, a renda domiciliar per capita cresceu cerca de 70%, o coeficiente de Gini (índice que mede concentração de renda) caiu quase 18% e a taxa de extrema pobreza recuou de 25% para menos de 5%.
O progresso foi irregular, concentrado entre 2003 e 2014, e retomado com força entre 2021 e 2024. Após um ciclo prolongado de crises entre 2014 e 2021 — marcado por recessão, lenta recuperação e forte impacto da pandemia — a renda per capita atingiu seu menor patamar em uma década. A trajetória mudou a partir de 2021: em três anos seguidos, a renda média cresceu mais de 25% em termos reais, maior avanço desde o Plano Real, acompanhado de queda expressiva na desigualdade.
“Os resultados mostram que é possível reduzir intensamente a pobreza e a desigualdade, mas que esses movimentos também podem ser interrompidos ou mesmo revertidos por vários fatores. E que é importante combinar diferentes meios para alcançar esses objetivos fundamentais do país”, destacou Marcos Dantas Hecksher, autor do estudo ao lado de Pedro Herculano Souza.
Os pesquisadores atribuem a melhora recente ao aquecimento do mercado de trabalho e à expansão das transferências de renda, ambos responsáveis por quase metade da redução da desigualdade e da queda da extrema pobreza entre 2021 e 2024. Programas como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada, Auxílio Brasil e Auxílio Emergencial se mostraram mais efetivos após 2020.
No entanto, o efeito das transferências perdeu força em 2023 e 2024 com o fim do ciclo de expansão, enquanto o mercado de trabalho manteve forte influência sobre os indicadores sociais.
“As desigualdades precisam ser combatidas por meio de todas as políticas públicas. Não apenas por melhor direcionamento de gastos sociais aos mais pobres, mas também por uma distribuição mais justa dos impostos. É importante promover a produtividade do trabalho dos mais pobres e, ao mesmo tempo, reduzir a fatia dos recursos públicos que precisa ser destinada ao pagamento de juros da dívida pública aos mais ricos”, diz Hecksher.
Em 2024, o país registrou os menores níveis de pobreza da série. Ainda assim, 4,8% da população vivia abaixo da linha de extrema pobreza (US$ 3 por dia) e 26,8% abaixo da linha de pobreza (US$ 8,30 por dia). Mais de 60% da redução da extrema pobreza entre 2021 e 2024 decorreu da melhora distributiva, segundo a decomposição apresentada pelo estudo.
A nota técnica aponta que o avanço observado no pós-pandemia tende a perder ritmo com o encerramento da expansão das políticas assistenciais, tornando o mercado de trabalho ainda mais determinante nos próximos anos. Os autores alertam que pesquisas domiciliares tendem a subestimar rendimentos muito altos e parte das transferências sociais, o que exige cautela na leitura dos resultados.
O documento conclui que o período recente marca uma mudança estrutural importante: depois de anos de estagnação ou retrocesso, os indicadores de renda, desigualdade e pobreza voltaram a melhorar ao mesmo tempo e de forma acelerada.
Os estados que lideram as taxas de crescimento do setor industrial no Brasil são Mato Grosso (6,5%), Pará (4,7%), Paraíba (3,7%), Piauí (3,7%) e Tocantins (3,2%), enquanto os piores desempenhos do País são de dois estados nordestinos que fazem divisa com a Paraíba: Rio Grande do Norte (-1,4%) e Pernambuco (-1,4%).
A Energisa está promovendo uma campanha de negociação de dívidas que está ofertando descontos de até 98% na conta de luz na Paraíba, como anunciou a concessionária nesta quinta-feira (16).
Como observado, de acordo com a Energisa, os clientes que possuem débitos a pagar terão a possibilidade de parcelar os valores.
Os clientes que optarem pela negociação poderão fazer o pagamento via Pix, cartão de débito ou cartão de crédito, à vista ou parcelado.
O processo pode ser feito de forma totalmente digital, sem necessidade de deslocamento até uma agência. Quem estiver com uma ou mais faturas vencidas, pode entrar em contato com os canais de atendimento, como o aplicativo Energisa On, disponível na App Store e no Google Play, e o site www.energisa.com.br. É necessário ter em mãos os documentos pessoais de identificação (CPF e RG).
O diretor da Energisa, Newton Santos, afirmou que a campanha contribui para que os clientes voltem a ter acesso ao crédito e para o controle da inadimplência.
“É uma oportunidade para que nossos clientes quitem dívidas com condições diferenciadas, contribuindo para que essas pessoas voltem a ter acesso a crédito. Para a Energisa, é também uma forma de contribuir com o controle da inadimplência”, afirmou o diretor.
O Governo Federal está cobrando 1.820 paraibanos para devolverem valores do Auxílio Emergencial pago indevidamente na pandemia de Covid-19, entre os anos de 2020 e 2021.
Como observado, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o valor total que deverá ser devolvido na Paraíba ultrapassa os R$ 4,6 milhões: R$ 4.668.997,50.
Estão fora do processo de cobrança as pessoas em situação de maior vulnerabilidade:
A devolução dos valores se dá nos casos em que foram identificadas inconsistências como:
De acordo com o Governo Federal, as notificações estão sendo enviadas por SMS, WhatsApp, e-mail e pelo aplicativo Notifica desde março, com foco nas pessoas com maior capacidade de pagamento e valores mais altos a devolver.
Segundo o Ministério, o não pagamento dentro do prazo pode resultar em inscrição na Dívida Ativa da União e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados (Cadin), além da negativação em órgãos de proteção ao crédito.
Segundo o Ministério, o pagamento é realizado exclusivamente pelo sistema Vejae, na plataforma PagTesouro, por meio de:
Não há cobrança de juros ou multa.
O prazo para devolver os valores é de até 60 dias a partir da notificação para pagamento ou início do parcelamento. Para apresentação de defesa, o prazo é de até 30 dias. Caso a defesa seja indeferida, o prazo é de 45 dias para pagamento ou interposição de recurso.
O Ministério destacou ainda que não envia links nem boletos de cobrança por e-mail, SMS ou WhatsApp. A consulta deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Vejae.
No portal, estão disponíveis o Guia do Vejae, a FAQ e outras orientações para auxiliar o cidadão na regularização e esclarecimento de dúvidas.
O ministério orienta que, em caso de dúvidas, o cidadão deve procurar a Ouvidoria pelo Disque Social 121 ou buscar informações nos canais oficiais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone na manhã desta segunda-feira (06). O contato, que aconteceu por videoconferência e durou 30 minutos, foi descrito como “amistoso”, marcando um passo em direção à restauração das relações bilaterais.
Os dois líderes reiteraram a boa química e a impressão positiva que tiveram no encontro anterior, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O presidente Lula destacou que a ligação representa uma oportunidade para restaurar a amizade de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente.
De acordo com informações do Palácio do Planalto, o foco principal da conversa foi a relação comercial entre os países. Lula fez questão de recordar que o Brasil é um dos três únicos países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços.
Neste contexto, o presidente brasileiro solicitou formalmente a:
Em resposta, o presidente Trump designou o Secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações. O grupo de trabalho brasileiro será liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Os presidentes Lula e Trump concordaram em se encontrar pessoalmente em breve. Lula colocou três possibilidades na mesa:
Como sinal de abertura, ambos também trocaram telefones para estabelecer uma via direta de comunicação.
Do lado brasileiro, a conversa foi acompanhada por uma equipe de alto nível: o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Mauro Vieira, Fernando Haddad, Sidônio Palmeira e o assessor especial Celso Amorim.
O Banco Central (BC) passa a bloquear, a partir deste sábado (4), as chaves Pix utilizadas para golpes ou fraudes.
O mecanismo foi discutido durante o Fórum Pix – comitê consultivo formado por participantes que representam o sistema financeiro e a sociedade civil – busca fortalecer a segurança do sistema de pagamentos instantâneos.
De acordo com o BC, as instituições financeiras marcam o CPF ou CNPJ, e a chave Pix, do usuário em casos notórios de suspeitas de fraude.
Dessa forma, quando uma chave vinculada a um usuário com marcação de fraude for consultada, o sistema do BC apontará erro, impedindo que uma transferência seja concluída para esse usuário ou chave marcados.
Nesta semana, o Banco Central também lançou a funcionalidade do botão de contestação.
O objetivo da ferramenta, formalmente conhecida como autoatendimento do MED (Mecanismo Especial de Devolução), é permitir a contestação de uma transação de forma totalmente digital — sem a necessidade de interação humana.
A nova medida poderá ser acionada pelo aplicativo da instituição financeira do usuário.
Atualmente, a devolução dos recursos é feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, normalmente, conseguem retirar rapidamente os recursos dessa conta e transferi-los para outras contas. Assim, quando o cliente faz a reclamação é comum que essa conta já não possua fundos para viabilizar a devolução.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta quinta-feira, 2, a aprovação da isenção do Imposto de Renda pela Câmara. Ele afirmou que a medida corrige “uma grande injustiça com trabalhadoras e trabalhadores brasileiros”.
Lula lembrou que, entre 2016 e 2022, a faixa de isenção ficou congelada, o que levou milhões de contribuintes a pagar mais imposto mesmo sem ganho real no salário, já que o mínimo também não avançou no período.
“Uma injustiça que combatemos desde o primeiro ano do nosso governo. Desde 2023, já reajustamos a tabela três vezes. E agora, vamos garantir isenção para quem recebe até R$ 5 mil a partir de 2026”, escreveu em sua conta no X.
Na noite anterior, a Câmara aprovou o projeto por unanimidade, com 493 votos favoráveis. O texto amplia a faixa de isenção para até R$ 5 mil e prevê tributação sobre contribuintes de alta renda. A proposta recebeu apoio de partidos do Centrão e da oposição.
O Palácio do Planalto tem usado a reforma como vitrine social, lembrando que a correção da tabela era uma das promessas de campanha de Lula.
A aprovação da isenção do imposto de renda, por unanimidade na Câmara dos Deputados, corrige uma grande injustiça com trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Entre 2016 e 2022, a faixa de isenção não teve nenhum reajuste. Ano a ano, milhões de brasileiros passaram a pagar cada… pic.twitter.com/teF11N24OK
— Lula (@LulaOficial) October 2, 2025
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos, neste domingo (28), para manter a prisão de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, e do empresário Maurício Camisotti. Os dois são acusados de participação no esquema de desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os ministros Nunes Marques, Edson Fachin e André Mendonça (relator) votaram pela manutenção da prisão. O julgamento começou na sexta-feira (26), no plenário virtual, e os ministros do colegiado podem inserir votos no sistema até o dia 3 de outubro.
Ainda falta o voto de Dias Toffoli. O presidente do colegiado, Gilmar Mendes, se declarou impedido de votar.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o “Careca do INSS” é apontado como intermediário dos sindicatos e associações no esquema de desvio do INSS. O empresário Maurício Camisotti é apontado como sócio oculto de uma entidade e beneficiário das fraudes na Previdência.
O Brasil tem a segunda maior reserva no mundo de terras raras, atrás apenas da China. A Agência Internacional de Energia projeta um crescimento da demanda por terras raras entre 50 e 60% até 2040. Em meio a uma disputa entre governo e Congresso pela “paternidade” da regulação dos minerais críticos, as mineradoras apoiam o projeto de lei do deputado Zé Silva, do Solidariedade de Minas Gerais, considerado mais sensível às demandas do setor e favorável à previsibilidade para investimentos.
A avaliação é que um projeto de lei, mesmo sujeito a debates mais longos, gera regras duradouras e estáveis. Já uma Medida Provisória do governo entraria em vigor de imediato, mas poderia ser modificada ou até mesmo caducar.
Nessa discussão, segundo interlocutores do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a indústria resiste a subsídios por entender que eles vêm acompanhados de normas mais rígidas e monitoramento intensivo. Para os empresários, esse modelo engessa aportes privados, mantém a indústria refém de decisões políticas e não dá previsibilidade aos investimentos.
As mineradoras veem a regulação sobre terras raras como chance de reposicionar o país como fornecedor estratégico de insumos essenciais à transição energética. Os minerais críticos são peças-chave da transição energética. O quilo pode custar centenas, às vezes milhares de vezes mais do que outros produtos, como o minério de ferro, por exemplo.
As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos: lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, escândio, túlio, itérbio, lutécio e ítrio. Esses minerais estratégicos têm papel necessário à transição energética sendo utilizados na indústria de alta tecnologia para produção de turbinas eólicas, carros híbridos, televisores de tela plana, telefones celulares, lâmpadas fluorescentes compactas, ímãs permanentes, catalisadores de gases de escapamento, lentes de alta refração, mísseis teleguiados, entre outros.
Segundo dados da ANM analisados pela Repórter Brasil, existem 2,9 mil pedidos ativos para explorar terras raras no país – desse total, 82% foram protocolados a partir de 2022. A maior parte, porém, está em fase de autorização de pesquisa, etapa inicial do processo.
Na Amazônia Legal, os pedidos para mineração de terras raras somam 157 solicitações (5% do total). Em tamanho, porém, as áreas cobiçadas representam 17% de todos os polígonos com requerimentos sobre terras raras no país. O levantamento foi feito pela Repórter Brasil, com apoio da Rainforest Investigation Network (Pulitzer Center) e do grupo PoEMAS, da Universidade Federal de Juiz de Fora.