A Prefeitura de João Pessoa intensificou as ações de fiscalização para coibir irregularidades em galerias pluviais e esgotos, e evitar o despejo no mar. As atividades realizadas pelas secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e de Meio Ambiente (Semam) integram uma força-tarefa denominada ‘Grupo Técnico Orla Limpa’, que iniciou na manhã desta sexta-feira (9), no limite entre as praias de Tambaú e Manaíra. A força-tarefa vai contemplar a região do Litoral da Praia da Penha até o Bessa, e inclui também o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e o Governo do Estado da Paraíba.

Conforme o secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, o lançamento de esgotos e defluentes nas praias têm várias causas. “Pode haver lançamentos clandestinos de esgotos em galerias pluviais ou extravasamento de poços de visita na rede de saneamento, por exemplo, ou ainda, o descarte irregular de resíduos nas ruas e que são arrastados para as galerias e levados para as praias, bem como o descarte inadequado de chorume do lixo”, afirmou.

O gestor explicou que a força-tarefa definiu um plano de ação em que cada ente público terá suas atribuições, fazendo um esforço concentrado para alcançar o resultado, que é a limpeza das praias com balneabilidade adequada. O Grupo Técnico Orla Limpa já está fiscalizando bares, restaurantes, hotéis e obras com rebaixamento do lençol freático. O Governo do Estado participa da ação por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema).

Fiscalização – A Seinfra, que é responsável pela fiscalização das galerias pluviais, intensificou os serviços de limpeza, manutenção e desobstrução das galerias, verificando, junto aos demais órgãos, se há lançamentos clandestinos de esgoto nesses pontos. O diretor de Manutenção de Área de Drenagem da Seinfra, Acacyo Daniel, explicou a operação, que utiliza recursos de tecnologia para aprimorar as atividades.

“O trabalho de inspeção é composto pela equipe que faz a abertura manual das bocas de lobo e dos poços de visita, fazendo uma identificação primária. Caso haja indícios de irregularidades, a gente utiliza nossos caminhões. Temos um veículo de alta pressão que trabalha com hidrojato e sucção. Introduzimos uma mangueira na tubulação, que é empurrada através de um jato de água de alta pressão e retira os materiais dentro da tubulação”, relatou Acacyo Daniel.

Monitoramento por vídeo – Outro equipamento importante na fiscalização é a inspeção por vídeo a partir de um robô que consegue percorrer uma tubulação de até 50 metros, segundo o diretor. “O robô faz a vídeo-inspeção para termos uma noção de como está a situação, enquanto a equipe acompanha por monitor em tempo real e também pode fazer uma gravação das imagens geradas”, comentou.

Ainda no quesito tecnologia, segundo Welison Silveira, as câmeras de vigilância que monitoram a cidade de João Pessoa dentro do projeto Smart City – Cidade Inteligente também serão utilizadas para identificar as infrações ambientais. Realizado em parceria com a empresa Inovatec-JP, o projeto prevê a implantação de três mil câmeras com tecnologia de reconhecimento facial, voltadas à vigilância e ao monitoramento do trânsito.

Trabalho preventivo – A atuação da Semam de João Pessoa vai desde a fase preventiva do processo de licenciamento ambiental de estabelecimentos e qualquer tipo de construção, verificando a ligação correta do esgoto dos estabelecimentos para a rede de esgoto adequada e também as galerias pluviais. “Tão logo for identificado haver ligações clandestinas de esgoto nas galerias pluviais, adotaremos providências, que podem ser aplicação de multas, suspensão da licença ambiental ou até cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento”, destacou Welison Silveira.

De acordo com o secretário, as multas ambientais variam de R$ 500 a R$ 5 milhões, dependendo do potencial poluidor e dano ambiental, considerando parâmetros como proporcionalidade e razoabilidade. “Geralmente, os valores vão de R$ 10 mil a R$ 20 mil, nesses casos, sem prejuízo de responsabilidade criminal, já que essa conduta tipifica crime ambiental”, enfatizou.

Outra ação da Semam será a fiscalização aos estabelecimentos de alimentação, como bares, restaurantes e padarias, para verificação das caixas de gordura. “Os estabelecimentos precisam limpar as caixas de gordura antes de fazer o lançamento na rede coletora de esgoto para evitar a obstrução e o extravasamento desses pontos. Nesta época do ano, em que a cidade está com a população ampliada por conta do turismo, a produção de alimentos também cresce”, afirmou Welison Silveira.

Consciência ambiental – Para o secretário municipal de Meio Ambiente, o sucesso das atividades depende também do apoio da sociedade, incluindo os movimentos sociais, que também participaram das ações de fiscalização. “Nosso trabalho é ininterrupto. Ainda no âmbito das praias, temos a Emlur cuidando da limpeza da faixa de areia e coletando os resíduos sólidos. Mas o descarte correto nos coletores é um dever de todos”, pontuou.

Segundo informações divulgadas pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), hoje 112 cidades paraibanas estão sendo afetadas por uma umidade relativa do ar variando entre 30% e 20%. Há risco de incêndios florestais e à saúde.

Sertão da Paraíba entra no 5º dia registrando umidade relativa do ar semelhante à do deserto
Sertão da Paraíba registra umidade relativa do ar semelhante à do deserto

Clima desértico (ou clima árido) é um tipo de clima quente e seco encontrado em regiões de baixa e média latitude do planeta Terra.

Ele está presente desde a América do Norte até a Oceania, sendo muito comum no norte da África, no Oriente Médio, no oeste da América do Sul e na região central da Ásia.

Sua principal característica é a baixa umidade do ar, 30% ou menos, e as chuvas escassas, com volume anual é que inferior a 250 mm. Em termos de comparação, a umidade relativa do ar no Deserto do Saara, localizado no continente africano, costuma variar entre 14% e 20%.

O ar seco aumenta o risco de desidratação, problemas respiratórios, dores de cabeça e outras complicações de saúde, exigindo hidratação e cuidados redobrados.

As autoridades recomendam que a população beba bastante líquido, evite desgaste físico nas horas mais secas e evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.

 A baixa umidade está ligada à escassez de chuvas e ao padrão de tempo firme, com temperaturas elevadas (acima de 35°C), característicos do clima semiárido e do bioma Caatinga. 

Confira cidades da Paraíba afetadas

  1. Água Branca
  2. Aguiar
  3. Amparo
  4. Aparecida
  5. Areia de Baraúnas
  6. Assunção
  7. Belém do Brejo do Cruz
  8. Bernardino Batista
  9. Boa Ventura
  10. Bom Jesus
  11. Bom Sucesso
  12. Bonito de Santa Fé
  13. Brejo do Cruz
  14. Brejo dos Santos
  15. Cachoeira dos Índios
  16. Cacimba de Areia
  17. Cacimbas
  18. Cajazeiras
  19. Cajazeirinhas
  20. Camalaú
  21. Carrapateira
  22. Catingueira 
  23. Catolé do Rocha
  24. Conceição
  25. Condado 
  26. Congo 
  27. Coremas
  28. Curral Velho 
  29. Desterro
  30. Diamante 
  31. Emas
  32. Frei Martinho 
  33. Ibiara 
  34. Igaracy 
  35. Imaculada
  36. Itaporanga 
  37. Jericó 
  38. Joca Claudino 
  39. Juazeirinho
  40. Junco do Seridó 
  41. Juru 
  42. Lagoa 
  43. Lastro 
  44. Livramento 
  45. Mãe d’Água
  46. Malta
  47. Manaíra
  48. Marizópolis 
  49. Mato Grosso
  50. Maturéia 
  51. Monte Horebe 
  52. Monteiro 
  53. Nazarezinho 
  54. Nova Olinda 
  55. Nova Palmeira 
  56. Olho d’Água 
  57. Ouro Velho 
  58. Parari 
  59. Passagem 
  60. Patos 
  61. Paulista 
  62. Pedra Branca 
  63. Pedra Lavrada 
  64. Piancó 
  65. Picuí
  66. Poço Dantas 
  67. Poço de José de Moura 
  68. Pombal 
  69. Prata 
  70. Princesa Isabel
  71. Quixaba
  72. Riacho dos Cavalos
  73. Salgadinho
  74. Santa Cruz
  75. Santa Helena
  76. Santa Inês
  77. Santa Luzia 2513406
  78. Santana de Mangueira
  79. Santana dos Garrotes
  80. Santa Teresinha
  81. Santo André 
  82. São Bentinho 
  83. São Bento 
  84. São Domingos 
  85. São Francisco 
  86. São João do Rio do Peixe 
  87. São José da Lagoa Tapada
  88. São José de Caiana
  89. São José de Espinharas
  90. São José de Piranhas
  91. São José de Princesa
  92. São José do Bonfim
  93. São José do Brejo do Cruz
  94. São José do Sabugi
  95. São José dos Cordeiros
  96. São Mamede
  97. São Sebastião do Umbuzeiro
  98. São Vicente do Seridó
  99. Serra Branca
  100. Serra Grande
  101. Sousa
  102. Sumé
  103. Taperoá
  104. Tavares
  105. Teixeira
  106. Tenório
  107. Triunfo
  108. Uiraúna
  109. Várzea
  110. Vieirópolis
  111. Vista Serrana
  112. Zabelê

Além do sertão paraibano

Várias regiões, além do Sertão, de outros estados também serão afetadas pelo clima seco. O mesmo alerta é válido para:

A partir de setembro, quando começa a esquentar no hemisfério sul, as temperaturas começam a subir e regiões que sofrem com climas extremos acabam sendo bastante afetadas. No momento, outros estados dentro do Brasil estão sofrendo com chuvas fortes e tempestades.

Apenas nesta quinta-feira, o Brasil está sob cinco alertas climáticos. Um deles, mais ao norte, diz respeito a chuvas intensas. Já os outros, abrangendo Centro-oeste, Sudeste e Sul, são alertas de tempestade.

Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Uma chuva de granizo surpreendeu moradores no Sertão da Paraíba, bem como no Sertão pernambucano no final da tarde de ontem (6).

Um dos casos ocorreu no Sítio N’Africa, zona rural do município de Santa Inês, no Sertão paraibano. O fenômeno foi registrado por um morador da comunidade, que se surpreendeu com a queda das pequenas pedras de gelo durante a precipitação.

As cidades de Ararapina e Exu, no estado de Pernambuco também registraram a chuva.

Fenômeno ocorreu também em Ararapina
Fenômeno ocorreu também em Ararapina

Ainda não há informações sobre danos materiais ou pessoas feridas.

Chuva de granizo

O granizo é formado por meio da solidificação da água, principalmente em nuvens cumulonimbus, em condições bastante específicas.

A formação do granizo necessita de temperaturas muito baixas e de intensa circulação do vento. 

As temperaturas negativas e as correntes de ar contribuem diretamente para a solidificação da água presente nas nuvens, que, a partir da aquisição de um peso específico, precipita na superfície terrestre no formato de pequenos blocos de gelo.

A formação de uma chuva de granizo ocorre do mesmo modo que outros tipos de precipitação, como a da água em formato líquido ou ainda da neve, ou seja, ocorre pelo processo do ciclo da água na Terra.

Em específico, as nuvens cumulonimbuocorre prioritariamente em zonas equatoriais. Esse tipo de nuvem se situa em altas altitudes, condição que facilita o congelamento devido à baixa temperatura atmosférica. (Mundo Educação)

Santa Inês

Santa Inês é município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na Região Metropolitana do Vale do Piancó, Sertão Paraibano. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2009 sua população era estimada em 3 834 habitantes. Área territorial de 324 km².

As altas temperaturas e o calor que atingem o estado do Rio de Janeiro desde meados de dezembro têm pressionado a rede de urgência e emergência. Levantamento divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) aponta que as 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede estadual registraram 2.624 atendimentos relacionados a sintomas de exposição excessiva ao calor entre 14 de dezembro de 2025 e 2 de janeiro de 2026.

O alerta foi encaminhado aos 92 municípios do estado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, diante do cenário de calor extremo que se mantém desde antes do natal. O maior volume diário de atendimentos ocorreu em 26 de dezembro, quando 193 pessoas procuraram UPAs com queixas associadas às altas temperaturas. Outros picos foram anotados em 21/12 (192 atendimentos), 16/12 (188), 30/12 (180) e 31/12 (134).

Desidratação e insolação no calor

Segundo a Secretaria de Saúde, as UPAs estaduais mantêm pontos públicos de hidratação durante todo o ano, estratégia considerada essencial para reduzir quadros de desidratação e insolação.

“Nossa recomendação é que os pacientes levem o soro de hidratação oral para casa após o primeiro atendimento nas UPAs, que são a porta de entrada para casos de emergência. É comprovado o aumento da frequência de problemas cardiovasculares nesses períodos, por isso o cuidado deve ser redobrado com idosos e crianças”, diz a secretária estadual de Saúde, Claudia Mello.

Risco

A secretaria orientou as equipes de saúde a reforçarem a classificação de risco a partir da identificação de sintomas como dor de cabeça, tontura, náuseas, pele quente e seca, pulso acelerado, temperatura corporal elevada, confusão mental, taquicardia e desidratação .

Diante de sinais positivos, a recomendação é iniciar imediatamente a hidratação oral com atenção especial a grupos mais vulneráveis como idosos, crianças e trabalhadores expostos ao sol por longos períodos, entre eles, ambulantes, pedreiros, motoristas de ônibus e porteiros.

O levantamento também identificou as unidades com maior demanda no período analisado. A UPA Botafogo lidera o ranking (152 atendimentos), seguida pelas UPAs Fonseca e Realengo (ambas com 147 casos). Na sequência aparecem as UPAs Ricardo de Albuquerque (143), Irajá (140) e Campo Grande (136).

Completam a lista das dez unidades mais demandadas as UPAs Copacabana (121), Marechal Hermes e Tijuca (120 cada) e Campos dos Goytacazes (118). Juntas, as dez primeiras colocadas somaram 1.344 atendimentos, mais da metade do total registrado no estado.

Náuseas

Entre os sintomas mais frequentes relatados pelos pacientes estão náuseas (1.608 registros), dor de cabeça (1.555) e temperatura corporal elevada (1.441 ocorrências).

As informações fazem parte do Monitora RJ, plataforma que reúne painéis de vigilância em saúde e inclui um sistema específico para acompanhamento de ondas de calor.

O painel classifica a situação em quatro níveis – sem excesso de calor, excesso leve, severo ou extremo – e, nos últimos dias, indicou nível severo para o Rio de Janeiro e outras cidades do estado.

A informação foi divulgada pelo Jornal A União. Thomas passou mal na última quarta-feira (24), véspera de Natal e foi internado no Hospital de Trauma da cidade.

A causa da morte não foi divulgada. Thomas Bruno havia passado por uma cirurgia bariátrica recentemente. O velório acontecerá na tarde deste sábado (27), em uma funerária localizada na avenida Presidente Juscelino Kubitschek, n° 2245, no bairro do Cruzeiro. Os horários e detalhes do sepultamento ainda serão divulgados pela família.

Natural de Campina Grande, Thomas Bruno também era professor e escritor, construiu uma trajetória marcada pela dedicação à pesquisa histórica, ao jornalismo e à valorização da memória paraibana.

Era mestre em História, especialista em História do Brasil e da Paraíba, colunista do jornal A União e do site Turismo & História, além de fazer parte do Conselho Editorial da Editora A União.

Intelectual ativo e amplamente reconhecido, era sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, da Academia de Letras de Campina Grande e de diversas entidades congêneres.

Também foi sócio-fundador da Sociedade Paraibana de Arqueologia e de vários institutos históricos regionais, além de integrar instituições nacionais ligadas à história, genealogia, arqueologia, espeleologia e jornalismo.

Uma densa camada de fumaça tóxica cobriu Nova Délhi, capital da Índia, neste sábado (27), elevando o índice de qualidade do ar da cidade a níveis alarmantes, com leituras atingindo as categorias “muito ruim” e “severa” em diversas áreas.

A qualidade do ar em Nova Délhi está na categoria severa, com um IQA (Índice de Qualidade do Ar) de 365, segundo a SAFAR, uma agência governamental de previsão do tempo.

O CPCB (Conselho Central de Controle da Poluição da Índia) considera um IQA de 0 a 50 como bom. Os níveis entre 201 e 400 entram na categoria “Muito Ruim a Ruim”.

A cidade está envolta em uma densa névoa tóxica, reduzindo a visibilidade e fazendo com que o trânsito se arraste a passos de tartaruga.

A capital indiana e seus arredores costumam ficar cobertos pela névoa tóxica durante o inverno, pois o ar frio e denso retém as emissões de veículos, obras e queimadas, elevando os níveis de poluição a alguns dos mais altos do mundo.

O vendaval histórico que atingiu São Paulo na quarta-feira (10) levou a Climatempo a mudar sua forma de monitorar rajadas de vento no país. A empresa passará a separar ventos fortes registrados em condição seca daqueles associados a tempestades, prática comum em órgãos meteorológicos dos Estados Unidos.

O meteorologista da Climatempo Cesar Soares afirmou que a intensidade e a longa duração do vento seco que atingiu a capital abriram um “precedente técnico” que exige uma nova metodologia.

“A gente vai começar a guardar essas rajadas de vento em condições mais úmidas e em condições mais secas, para ter uma base nas duas situações”, explicou. “O normal era São Paulo registrar ventos muito fortes só com atmosfera carregada. Agora a gente viu que isso mudou.”

Para ele, casos de ventos fortes com tempo firme podem se tornar mais comuns quando ciclones extratropicais se formam antes de alcançar o oceano (leia mais abaixo).

O vendaval registrado em São Paulo começou por volta das 9h de quarta e se estendeu até a noite, por volta das 21h, com rajadas acima de 75 km/h durante praticamente todo o dia. A maior velocidade, 96,3 km/h, ocorreu no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, e é o maior valor sem chuva já documentado na capital desde o início das medições pelo Inmet, em 1963.

Em outras ocasiões em que a capital registrou ventos tão fortes — como em setembro, quando o Campo de Marte marcou 98,2 km/h — a cidade enfrentava temporais. Desta vez, porém, o céu permaneceu firme, com sol entre nuvens e nenhum sinal de chuva, o que aumenta o caráter incomum do evento.

“Ter uma rajada de 90 km/h ou 100 km/h com temporal é comum. Mas com ar seco? Isso não era normal”, disse Soares.

O clima extremamente seco persiste no interior da Paraíba e Inmet emitiu hoje (12) mais um novo alerta de risco devido a baixa umidade para mais de 100 cidades. O alerta é válido até domingo (14).

Nas localidades afetadas, a umidade relativa do ar estará variando entre 30% e 20%. Há baixo risco de incêndios florestais e à saúde.

As autoridades orientam que nos dias de clima seco, a população beba bastante líquido, evite desgaste físico nas horas mais secas, evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia. Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Clima seco persiste no interior da Paraíba
Clima seco persiste no interior da Paraíba

Confira a lista completa das cidades afetadas pelo alerta de clima seco na Paraíba:

  1. Água Branca
  2. Aguiar
  3. Amparo
  4. Aparecida
  5. Areia de Baraúnas
  6. Assunção
  7. Barra de São Miguel
  8. Belém do Brejo do Cruz
  9. Bernardino Batista
  10. Boa Ventura
  11. Boa Vista
  12. Bom Jesus
  13. Bom Sucesso
  14. Bonito de Santa Fé
  15. Brejo do Cruz
  16. Brejo dos Santos
  17. Cabaceiras
  18. Cachoeira dos Índios
  19. Cacimba de Areia
  20. Cacimbas
  21. Cajazeiras
  22. Cajazeirinhas
  23. Camalaú
  24. Caraúbas
  25. Carrapateira
  26. Catingueira
  27. Catolé do Rocha
  28. Conceição
  29. Condado
  30. Congo
  31. Coremas
  32. Coxixola
  33. Cubati
  34. Curral Velho
  35. Desterro
  36. Diamante
  37. Emas
  38. Frei Martinho
  39. Gurjão
  40. Ibiara
  41. Igaracy
  42. Imaculada
  43. Itaporanga
  44. Jericó
  45. Joca Claudino
  46. Juazeirinho
  47. Junco do Seridó
  48. Juru
  49. Lagoa
  50. Lastro
  51. Livramento
  52. Mãe d’Água
  53. Malta
  54. Manaíra
  55. Marizópolis
  56. Mato Grosso
  57. Maturéia
  58. Monte Horebe
  59. Monteiro
  60. Nazarezinho
  61. Nova Olinda
  62. Nova Palmeira
  63. Olho d’Água
  64. Olivedos
  65. Ouro Velho
  66. Parari
  67. Passagem
  68. Patos
  69. Paulista
  70. Pedra Branca
  71. Pedra Lavrada
  72. Piancó
  73. Picuí
  74. Poço Dantas
  75. Poço de José de Moura
  76. Pombal
  77. Prata
  78. Princesa Isabel
  79. Quixaba
  80. Riacho dos Cavalos
  81. Salgadinho
  82. Santa Cruz
  83. Santa Helena
  84. Santa Inês
  85. Santa Luzia
  86. Santana de Mangueira
  87. Santana dos Garrotes
  88. Santa Teresinha
  89. Santo André
  90. São Bentinho
  91. São Bento
  92. São Domingos
  93. São Domingos do Cariri
  94. São Francisco
  95. São João do Cariri
  96. São João do Rio do Peixe
  97. São João do Tigre
  98. São José da Lagoa Tapada
  99. São José de Caiana
  100. São José de Espinharas
  101. São José de Piranhas
  102. São José de Princesa
  103. São José do Bonfim
  104. São José do Brejo do Cruz
  105. São José do Sabugi
  106. São José dos Cordeiros
  107. São Mamede
  108. São Sebastião do Umbuzeiro
  109. São Vicente do Seridó
  110. Serra Branca
  111. Serra Grande
  112. Soledade
  113. Sousa
  114. Sumé
  115. Taperoá
  116. Tavares
  117. Teixeira
  118. Tenório
  119. Triunfo
  120. Uiraúna
  121. Várzea
  122. Vieirópolis
  123. Vista Serrana
  124. Zabelê

Áreas afetadas pelo clima seco no Brasil

Sul Cearense, Vale São-Franciscano da Bahia, Central Potiguar, Sudeste Piauiense, Sertões Cearenses, Oeste Potiguar, Nordeste Baiano, Sertão Pernambucano, São Francisco Pernambucano, Sertão Alagoano, Sertão Paraibano, Agreste Pernambucano, Centro-Norte Piauiense, Jaguaribe, Borborema, Centro Norte Baiano, Centro-Sul Cearense, Norte Cearense, Norte Piauiense, Agreste Paraibano, Leste Maranhense, Agreste Alagoano, Sertão Sergipano, Noroeste Cearense

Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) identificou pontos de ligação clandestina e apreendeu mais de três quilômetros de mangueiras e tubos de diâmetros diversos em operação de combate ao furto de água no Sertão da Paraíba. Ação teve início na terça-feira (10) e no primeiro dia foi registrada uma prisão em flagrante e apreensão de três armas de fogo.

Conforme observado, a operação está sendo realizada nos municípios de Vieirópolis, Lastro e São Francisco e os distritos de Campo Alegre e São Pedro. Cagepa conta com apoio das polícias Civil, Militar e Científica.

O gerente regional da Cagepa no Rio do Peixe, Basílio Vale, informou que órgão já mapeou mais de 30 pontos de desvio ao longo dos 60 quilômetros da adutora do Sistema Integrado de Capivara, que leva água da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Uiraúna até o município de São Francisco.

Ainda segundo Basílio, as ligações clandestinas seriam responsáveis pela redução de até 60% do abastecimento de água tratada destinado às comunidades da região.

“Nós começamos a notar uma diminuição da água nas cidades mais longínquas. A partir disso, nossas equipes técnicas fizeram um mapeamento que foi apresentado à delegacia local. De acordo com nosso levantamento, a maior parte das ligações ilegais são de propriedades rurais que furtam água para abastecer pequenos açudes e irrigar plantações, desviando mais de 80 metros cúbicos de água por hora. Isso prejudica diretamente a população, pois é água tratada que deveria estar chegando às casas de centenas de famílias da região que dependem do recurso para suprir suas necessidades básicas”, explicou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira dama Janja estão hospedados em um barco hotel durante toda a realização da COP 30 em Belém, no Pará, com diárias de R$ 5,3 mil por casal.

Conforme observado, além do casal, o barco também hospeda diversos assessores da presidência. A empresa Icotur foi a responsável pelo fechamento de contrato da embarcação de modelo Iana 3, de acordo com informações da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Ainda segundo a Secom da PR, o barco foi escolhido pensando na segurança, economia e logística do presidente, sua esposa e equipe até a chegada ao evento.

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) irá reunir diversos países na Região Norte do Brasil, para discussão do combate à crise climática. O evento ocorre entre os dias 10 e 21 deste mês.