O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou procedimento administrativo para investigar a denúncia de suposto envolvimento da Secretaria de Segurança de Bayeux com facção. O procedimento foi publicado nessa quarta-feira (4) no Diário Oficial do MPPB.

Segundo o Ministério Público, o objetivo é apurar suposto envolvimento da Secretaria de Segurança Pública do Município de Bayeux com a facção “Okaida”. A suspeita é o envolvimento da Secretaria com a facção “e outras lideranças criminosas, tendo sido expedido ofício à Delegacia Geral de Polícia Civil para a instauração de investigação sobre esse vínculo criminoso, que pode refletir no tipo de trabalho exercido no órgão de polícia local.”

A decisão de instaurar o procedimento administrativo foi do promotor de Justiça e membro do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (NCAP), Yuri Givago Rodrigues.

 

O recente relatório divulgado pelo Congresso dos Estados Unidos indicando a existência de supostas bases militares da China no Brasil, incluindo suspeitas acerca do radiotelescópio BINGO, na cidade de Aguiar, na Paraíba, segue rendendo repercussões. Na Câmara dos Deputados, em Brasília, os parlamentares querem levar o assunto para debate em plenário.

Em sessão nesta quarta-feira (04) a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou um requerimento para convocar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afim de prestar esclarecimentos sobre as acusações americanas. A propositura foi feita pelo deputado Gustavo Gayer (PL/GO) e subscrito pela deputada Daniela Reinehr (PL/SC).

De acordo com o documento, que o ClickPB teve acesso, o deputado sustenta que “diante da repercussão internacional do documento e da necessidade de resguardar a soberania nacional, a transparência institucional e a credibilidade da política externa brasileira, a convocação do Senhor Ministro de Estado das Relações Exteriores revela-se medida necessária, proporcional e plenamente amparada pelo ordenamento constitucional”. O parlamentar ainda ressalta que a convocação “não representa juízo prévio sobre a veracidade das alegações, tampouco constitui ato de hostilidade diplomática”.

Dentre os pontos que necessitam de esclarecimentos, o documento destaca:

O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores, informou que também já havia feito na terça-feira (03) um pedido de informações sobre o assunto ao Ministério da Defesa.

A deputada Daniela Reinehr defendeu em fala na Comissão que “nós precisamos de explicações do ministro Mauro Vieira para entender o que está acontecendo e a que ponto a situação está fora de controle, aparentemente. Eu peço aos nobres colegas que votem a favor porque se trata de controle externo, de transparência sobre um tema extremamente sensível para a soberania, para a segurança do nosso país, para a nossa defesa e também para os acordos estratégicos”.

Já o deputado Fausto Pinato (PP/SP) contestou o pedido de convocação e defendeu que fosse feito apenas um requerimento de informações. “Se for verdade, eu sou o primeiro a falar que é um absurdo. Se não tem autorização, se foi feito de maneira sem passar pelos nossos militares, mas eu conheço o nosso ministro da Defesa. Não estou aqui para defender A ou B, mas o presidente Trump é um fanfarrão mentiroso, plantador de mentira. E outra coisa, de repente é um convênio tecnológico, espacial e eles ficam plantando mentira… Estou falando isso para não ficar aí plantando fake News”, declarou.

Relatório sobre as supostas bases da China do Brasil

No fim de fevereiro, um relatório elaborado pelo Congresso dos Estados Unidos apontou 11 locais na América Latina como “ameaças” ao país, ao entender como estratégia em forças de inteligência e investigação do governo da China.  O relatório é de autoria do Comitê Seleto Sobre a Competição Estratégica Entre os Estados Unidos e o Partido Comunista Chinês, da Câmara dos Deputados nomeado “China no nosso quintal”, presidido pelo deputado John Moolenaar, Republicano, do mesmo partido do presidente Donald Trump. A polêmica gerada foi classificada como “falta de informação” pelo secretário.

Dentre os pontos que constam no relatório está o radiotelescópio BINGO, localizado no Sertão da Paraíba.

Batizado de BINGO (Baryon Acoustic Oscillations from Integrated Neutral Gas Observations), o equipamento terá o tamanho de um estádio de futebol, na Serra do Urubu, em Aguiar.

O radiotelescópio é uma parceria ente as instituições de ensino superior: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Instituto Federal da Paraíba (IFPB), bem como universidades da China, Reino Unido, França e Países Baixos.

Os aliados da OTAN aumentaram o nível de alerta de defesa antimíssil balístico em toda a aliança após a interceptação de um míssil iraniano direcionado à Turquia, informou o quartel-general militar da aliança nesta quinta-feira (5).

O nível de alerta permanecerá elevado até que a ameaça dos “ataques indiscriminados e contínuos do Irã em toda a região diminua”, afirmou o Coronel Martin O’Donnell, porta-voz do Quartel-General Supremo das Forças Aliadas na Europa, em uma publicação no Facebook.

Na quarta-feira, um míssil balístico lançado do Irã foi destruído por sistemas da Otan ao passar pela Turquia, segundo o Ministério da Defesa do país.

O ministério disse em comunicado que não houve vítimas ou feridos no incidente, acrescentando que a Turquia se reserva o direito de responder a quaisquer ações hostis contra ela.

A Turquia – vizinha do Irã, que havia buscado mediar as negociações entre EUA e Irã antes da guerra aérea que começou no fim de semana – alertou “todas as partes para que se abstenham de ações que levem a uma escalada ainda maior”, sugerindo que não estava preparada para pedir o apoio do bloco de defesa transatlântico.

O incidente gera preocupações mais amplas, já que, pela Turquia pertencer à Otan, uma agressão a seu território poderia arrastar todos os países da aliança para o conflito.

Europa enfrenta pressão para se posicionar em relação à guerra no Irã

Ancara poderia potencialmente invocar o Artigo 4 da Otan após a violação do espaço aéreo, caso considerasse a ameaça suficientemente grave, uma medida que poderia levar à ativação do Artigo 5 da aliança, que obrigaria os membros a defendê-la.

Não estava claro para onde o míssil se dirigia. A Otan condenou o ataque do Irã contra a Turquia, que possui o segundo maior exército do bloco, e afirmou estar firmemente ao lado de todos os aliados.

Base dos EUA

 

Os EUA mantêm forças aéreas estacionadas na base de Incirlik, no sul da Turquia, localizada em uma área vizinha à província de Hatay, onde, segundo as autoridades, caíram destroços do míssil interceptado pela OTAN.

Ancara afirma que Washington não utilizou Incirlik em seu ataque aéreo, em conjunto com Israel, contra o Irã, que desencadeou os ataques com mísseis e drones de Teerã.

O Irã não comentou o incidente imediatamente. Em uma conversa telefônica separada sobre os ataques com mísseis iranianos no Catar, um aliado próximo da Turquia, o porta-voz iraniano Abbas Araqchi disse a seu homólogo catariano que os mísseis tinham como alvo apenas interesses dos EUA, e não do Catar.

O Ministério da Defesa turco informou que o míssil sobrevoou o Iraque e a Síria antes de ser abatido pelos sistemas de defesa aérea e antimíssil da OTAN estacionados no leste do Mar Mediterrâneo, acrescentando que não houve vítimas no incidente.

“Todas as medidas necessárias para defender nosso território e espaço aéreo serão tomadas… (e) reservamo-nos o direito de responder a quaisquer ações hostis”, disse o ministério, acrescentando: “Continuaremos a consultar a OTAN e nossos outros aliados”.

Declarações de altos funcionários turcos não mencionaram o Artigo 4, e Ancara não comentou quando questionada pela Reuters.

O artigo afirma que os aliados da OTAN “consultarão entre si sempre que, na opinião de qualquer um deles, a integridade territorial, a independência política ou a segurança” de um membro estiver ameaçada.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que não havia indícios de que o incidente acionaria o Artigo 5, que só foi invocado uma vez antes, após os ataques de 11 de setembro de 2001, e que marcaria uma grande escalada no conflito.

Uma fonte do Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse nesta quinta-feira (5) espera que o Brasil, a Colômbia e o Uruguai “façam mais” no combate aos cartéis de tráfico de drogas.

O Brasil não participou da Conferência das Américas sobre o Combate aos Cartéis, realizada nesta quinta no quartel-general do Comando Sul dos Estados Unidos, na Flórida.

O evento contou com a presença de líderes militares de Argentina, Bahamas, Belize, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.

Um funcionário do Departamento de Defesa afirmou que “o fato de alguns países não estarem participando não reflete uma mudança de postura em relação ao relacionamento de defesa”.

Segundo o oficial, a ausência brasileira “não prejudica o diálogo contínuo, os exercícios e outros engajamentos de rotina e atividades essenciais que formam a base da nossa relação de defesa”.

“Esperamos que Brasil, Colômbia e Uruguai façam mais”, disse, no entanto, o funcionário do Departamento de Defesa norte-americano

A fonte não esclareceu se o Brasil foi convidado para o evento, apenas citou quais países estiveram presentes e reforçou que todos eles assinaram uma declaração conjunta sobre segurança.

A reportagem questionou o Itamaraty e a embaixada brasileira nos Estados Unidos sobre a fala do integrante do Departamento de Defesa e a ausência do Brasil no evento, e aguarda retorno.

Combate ao narcoterrorismo

Apesar da recente reaproximação, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump têm se posicionado de maneiras diferentes sobre o combate aos cartéis de drogas na América Latina.

O petista tentou atuar como mediador na crise entre os Estados Unidos e a Venezuela, mas não houve abertura para isso por parte das autoridades em Washington.

Desde o retorno de Donald Trump ao poder, os Estados Unidos endureceram o discurso contra os cartéis latino-americanos e começaram uma campanha no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, com bombardeios a barcos que estariam envolvidos no tráfico de drogas para o país.

Depois da captura, em janeiro, de Nicolás Maduro — a quem os EUA acusavam de liderar um cartel — Lula expressou divergência com o governo Trump, defendendo que a prioridade deveria ser restabelecer a democracia na Venezuela e que qualquer processo contra o chavista deve ser feito em seu próprio país.

O governo brasileiro também chegou a classificar como “sequestro” a captura de Maduro em uma reunião da OEA (Organização dos Estados Americanos) em Washington.

No discurso na OEA, o representante permanente do Brasil, Benoni Belli, afirmou que os ataques à Venezuela “ultrapassaram a linha do inaceitável”, representaram “uma afronta gravíssima à soberania” e acrescentou que não é possível aceitar “o argumento de que os fins justificam os meios”.

Já Trump, além do ataque a embarcações no Caribe e a captura de Maduro, também colaborou com informações de inteligência para a operação que terminou na morte de “El Mencho”, líder de cartel mais procurado do México.

Os EUA também enviaram militares para o Equador para operações conjuntas contra o tráfico de drogas e assinaram um acordo com o Paraguai para o envio de integrantes das Forças Armadas e do Departamento de Defesa ao país para atuar no combate a organizações criminosas.

Apesar de ser apoiador do nome do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) na disputa pelo Governo da Paraíba, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Rep) defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantenha neutralidade nas eleições estaduais deste ano.

Para Galdino, o posicionamento mais estratégico para o PT paraibano é não se vincular formalmente a nenhum palanque na disputa local, preservando, assim, a votação do presidente no Estado.

“O mais sensato para o PT paraibano, para ajudar o nosso presidente Lula, é não se vincular a ninguém. Deixar os palanques livres na Paraíba e ter o apoio de todos para que a gente não possa diminuir a votação de Lula. Na minha avaliação, eu acho que a decisão mais sensata é não se vincular a nenhum palanque”, afirmou.

A declaração ocorre em meio às articulações para a sucessão estadual e reforça o movimento de lideranças que defendem uma estratégia mais ampla para fortalecer o projeto nacional do PT, evitando divisões locais que possam impactar o desempenho eleitoral do presidente no Estado.

A expectativa é de que Lula tenha dois palanques, tanto o de Cìcero (MDB), quanto o de Lucas (PP).

Em áudio enviado a um benemérito do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, presidente do Rubro-Negro, explicou por que demitiu o técnico Filipe Luís na madrugada desta terça-feira (3).

No conteúdo, que foi foi vazado após circular por grupos de dirigente, Bap nega que o motivo foi uma suposta negociação em paralelo com outro clube, mas que o Flamengo estaria no caminho errado.

“Isso aí que está sendo dito realmente aconteceu, mas não é a razão principal. Todo mundo tem direito de conversar, de avaliar o que é melhor para si. Eu não tenho dúvida de que isso acontece não só com o Filipe mas com outros caras. A minha visão é a seguinte: Quando você pega um trem errado na vida, sabe o que você tem que fazer? Descer na primeira estação possível e retornar”, diz o dirigente.

Bap seguiu a conversa e afirmou não acreditar que o clube estava no caminho certo. Embora tenha conquistado a Libertadores e Brasileirão na última temporada, neste ano o clube foi vice na Supercopa para o Corinthians e Recopa para o Lanús, em casa.

“Meu compromisso inarredável é com a instituição, é com o Flamengo. Eu não acredito que o que está sendo feito vai levar o Flamengo aonde nos desejamos que o Flamengo esteja, eu tenho que atuar. Foi exatamente o que eu fiz. Estou intervindo fundamentalmente porque eu acredito que, no conjunto das coisas que foram feitas, a gente não estava indo na direção que eu acho adequada para a instituição”, concluído.

Futuro treinador

Ativo no mercado, o Flamengo avançou para contratar Leonardo Jardim, ex-técnico do Cruzeiro. O português estava sem clube desde dezembro de 2025 quando, por opção, quis deixar o clube mineiro.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (3) o início do teleatendimento em saúde mental pelo SUS (Sistema Único de Saúde) com foco em jogos de apostas. O serviço é direcionado a pessoas a pessoas com 18 anos ou mais que apresentam compulsão por jogos, além de familiares e rede de apoio.

Realizado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), o serviço gratuito garantirá assistência especializada a pessoas com compulsão pelas conhecidas bets. A expectativa inicial é a de 600 atendimentos online por mês, mas o ministério poderá ampliar esse número, a depender da demanda. A ideia é chegar a 100 mil atendimentos mensais.

“Somos nós podendo dar mais um passo para acolher e ajudar essas pessoas a sair do sofrimento mental que está diretamente associado à compulsão nas apostas eletrônicas que, além de ser um problema de saúde mental, leva ao acometimento financeiro e problemas familiares. Quando olhamos os dados dos CAPs [Centros de Atenção Psicossocial ], vemos, nos últimos anos, de 2 mil a 3 mil atendimentos apenas de pessoas que vão presencialmente falar que têm um problema com compulsão de jogos”, afirmou Padilha.

As consultas são realizadas por vídeo, duram em média 45 minutos e fazem parte de ciclos estruturados de cuidado, que podem incluir até 13 consultas por paciente, em grupo com sua rede de apoio ou individualmente. O atendimento é gratuito e confidencial. A equipe é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médico psiquiatra quando necessário, além de articulação com assistência social e medicina de família para integração com os serviços locais.

Como acessar

Para acessar o serviço, o interessado deve se cadastrar por meio do aplicativo Meu SUS Digital. Para utilizar o novo serviço, é preciso baixar o aplicativo, que está disponível de forma gratuita nas lojas Android, IOS ou na versão web, fazer login com a conta gov.br e, na página inicial, clicar no item “Miniapps”. Em seguida, selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?”.

A pessoa terá acesso a um autoteste, baseado em evidências científicas e validado no Brasil por especialistas, com perguntas que ajudam a identificar sinais de risco e orientar o próximo passo. Se o resultado indicar risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. Nos casos de menor risco, o aplicativo orienta a procurar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui desde Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) a Unidades Básicas de Saúde (UBS).

O Meu SUS Digital também conta com conteúdos informativos sobre sinais de alerta, prevenção e impacto da prática na saúde mental. Além disso, a Ouvidoria do SUS está treinada e preparada para orientações sobre o tema. Os profissionais atendem pelo telefone 136, por teleatendimento, via formulário, WhatsApp ou chatbot no site do Ministério da Saúde. Todas as informações seguem as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Um estudo recente apontou que as bets provocam perdas econômicas e sociais ao país estimadas em R$ 38,8 bilhões anualmente. “Esta ação do Ministério da Saúde é mais uma resposta ao fenômeno recente de comportamentos problemáticos relacionados a jogos e apostas, principalmente online. A procura espontânea por atendimento presencial ainda é baixa, muitas vezes por vergonha, medo de julgamento ou dificuldade de reconhecer o problema. Desta forma, o teleatendimento foi estruturado justamente para ampliar o acesso ao cuidado deforma reservada, segura e acessível”, diz o ministério.

Capacitação

Segundo Padilha, a pasta está capacitando os profissionais de saúde para esse atendimento específico, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Foram oferecidas 20 mil vagas aos trabalhadores da saúde.

“Nós já tivemos 13 mil inscrições para o curso e 1,5 mil já concluíram essa formação. Temos mais 7 mil vagas e acredito que teremos que abrir mais quando esse número acabar. Esse plano de cuidado tem como objetivo, se possível, resolver a compulsão com o teleatendimento. Senão, poder direcionar essa pessoa para o conjunto da Rede de Atenção Psicossocial”, ressaltou.

O teleatendimento faz parte da Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, que também contém orientações clínicas encontradas no Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas.

Bloqueio por autoexclusão

Dentro do conjunto de ações do governo federal para prevenir e auxiliar na compulsão por apostas online, há também a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, para o bloqueio de sites de apostas, disponível desde dezembro passado. A ferramenta permite ao apostador que deseja interromper o vício, solicitar ser bloqueado dos sites de apostas, além de deixar seu CPF indisponível para novos cadastros ou para o recebimento de publicidade das bets. Pela plataforma, é possível escolher por quanto tempo o apostador deseja bloquear os sites de aposta: dois meses, seis meses, ou indeterminado. O cadastro pode ser feito pelo endereço eletrônico gov.br/autoexclusaoapostas, utilizando conta gov.br de nível prata ou ouro.

“Mais de 300 mil pessoas já estão se tratando ao se autoexcluir, reduzindo a exposição a esse risco, inclusive com bloqueio das propagandas. E a maioria das pessoas que acessou a plataforma selecionou o bloqueio por tempo indeterminado”, aponta Padilha.

Ele destaca que, quando o usuário se autoexclui, por meio do CPF é possível saber qual é o cartão SUS dele e se frequenta alguma Unidade Básica de Saúde.

“O esforço é identificar riscos graves de saúde mental e encaminhá-la para o atendimento corretamente e rapidamente”, disse Padilha

A cidade de João Pessoa será palco, no próximo dia 27 de março de 2026, às 19h30, no Auditório do SESC, da solenidade de entrega do Troféu FENACOM 2025, uma das mais relevantes homenagens aos profissionais da comunicação no país. O evento ganha dimensão ainda mais expressiva com a confirmação da presença do governador de Rondônia, Marcos Rocha, reforçando o caráter nacional da premiação e ampliando sua representatividade institucional.

A participação do chefe do Executivo rondoniense simboliza o reconhecimento da comunicação como ferramenta essencial para o fortalecimento da cidadania, da transparência e do desenvolvimento social. A confirmação foi articulada pelo presidente nacional da FENACOM – Federação Nacional dos Comunicadores, o paraibano Fabio Camilo, que vem se destacando pela capacidade de articulação, liderança e fortalecimento institucional da entidade em todo o território brasileiro.

joao pessoa sedia trofeu fenacom 2025 com presenca do governador de rondonia marcos rocha e diversas liderancas nacionais

Sob a condução de Fábio Camilo, a FENACOM consolida-se como uma instituição atuante, respeitada e comprometida com a valorização dos comunicadores que dedicam suas vidas a informar com responsabilidade, ética e compromisso público. Empresário do ramo da comunicação, com trajetória consolidada em Brasília e no estado de Rondônia, Fábio construiu uma carreira marcada pelo jornalismo político e pela assessoria a importantes lideranças de projeção nacional.

Com mais de uma década de atuação, a FENACOM nasceu com a missão de defender e valorizar os profissionais da comunicação. Ao longo desse período, sob a liderança de Fábio Camilo, a instituição transformou-se em referência na promoção, reconhecimento e fortalecimento da imprensa e dos comunicadores em todo o país.

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Além do governador Marcos Rocha, também foi confirmada a presença de Raniery Araújo Coêlho, vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente do Sistema Fecomércio-RO, o que reforça o peso institucional e a relevância nacional da solenidade. Outras autoridades nacionais e locais também devem prestigiar o evento.

Durante a cerimônia, comunicadores paraibanos serão homenageados com o Troféu FENACOM em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade. A premiação representa um gesto de respeito e gratidão a profissionais que, muitas vezes, sacrificam o convívio familiar para garantir que a informação chegue à população com qualidade, responsabilidade e compromisso social.

A edição 2025 do Troféu FENACOM promete entrar para a história como um dos mais marcantes eventos da comunicação no Nordeste, não apenas pelo número de homenageados, mas pela presença de autoridades de destaque e pela liderança firme e visionária de Fábio Camilo, que segue projetando o nome da Paraíba no cenário nacional da comunicação brasileira.

Eugênio Falcão

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Paraíba, Cláudio Furtado, classificou como “completamente fora da realidade” o relatório divulgado pelo Congresso dos Estados Unidos que levanta preocupações sobre parcerias científicas entre Brasil e China. Em entrevista nesta segunda-feira (02), ao programa Arapuã Verdade, ele afirmou que o governo estadual só irá se manifestar oficialmente após um posicionamento do Itamaraty.

“O Governo do Estado está aguardando uma nota que vai sair do Itamaraty. Como é uma questão multilateral, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e o Itamaraty vão responder. É uma nação que está dizendo algo sobre o Brasil, então o Governo do Estado vai esperar essa resposta para, a partir daí, poder se manifestar”, declarou Furtado.

Ele reforçou que, neste momento, não há posição oficial da Paraíba, respeitando a hierarquia institucional e as normas do multilateralismo:

“Não existe nada do que está sendo colocado no relatório. O BINGO é um laboratório de pesquisa, concebido pela equipe brasileira, com participação de cientistas do país. Essa ideia levantada é totalmente fora da realidade. O governo da Paraíba se manifestará somente a partir de uma tomada de posição do Itamaraty, inclusive para desmistificar essa tese. Até lá, seguimos o protocolo e aguardamos a orientação do governo federal.”

O relatório norte-americano, publicado pelo Comitê Seleto sobre a China, menciona a Paraíba, especificamente a Serra do Urubu, no município de Aguiar, onde está sendo implantado o radiotelescópio BINGO. O projeto é fruto de uma parceria entre o China Electric Science and Technology Network Communication Research Institute (CESTNCRI) e as universidades federais UFCG e UFPB, com foco em radioastronomia, observação do espaço profundo e planejamento de grandes iniciativas científicas.

O documento sugere que, por estar integrado à base industrial de defesa da China, o CESTNCRI poderia utilizar tecnologias do laboratório para fins de inteligência militar e rastreamento espacial.

Especialistas brasileiros, entretanto, destacam que o BINGO é um projeto científico internacional, com participação de instituições do Brasil, China, África do Sul, Reino Unido, Suíça e França, voltado exclusivamente à pesquisa cosmológica e observação astronômica, sem qualquer caráter militar.

O telescópio, atualmente em construção em São Paulo, será transportado para a Serra do Urubu após a conclusão. Equipado com refletores parabólicos, cornetas, receptores e um analisador de Transformada Rápida de Fourier (FFT), ele permitirá mapear regiões extensas do céu e detectar gás neutro, como hidrogênio atômico, em estudos de cosmologia de precisão.

O governo da Paraíba reforça que manterá diálogo contínuo com o MCTI e aguardará as orientações do Itamaraty antes de emitir qualquer declaração sobre as suspeitas levantadas pelo relatório internacional.


A semana no Congresso Nacional tem como principal destaque a pauta da Câmara dos Deputados, dominada pelo debate em torno da PEC da Segurança Pública. A proposta segue sem consenso entre líderes partidários, especialmente por divergências sobre pontos sensíveis do texto. Diante do impasse, o avanço da PEC depende de novas rodadas de negociação ao longo dos próximos dias.

Além da segurança pública, a Casa também discute projetos da área penal, incluindo propostas que endurecem punições e ampliam a proteção a vítimas de violência. A agenda econômica aparece com matérias sobre crédito à exportação e regras do sistema financeiro.

Projetos voltados à transparência nos gastos públicos e à liberação da venda de medicamentos em supermercados também entram em pauta. A semana ainda reserva sessões solenes em alusão ao Dia Internacional da Mulher e a outras datas comemorativas.