Polícia Militar atendeu, na noite dessa quinta-feira (15), uma ocorrência de violência doméstica e descumprimento de medida protetiva no bairro Jardim São Paulo, em João Pessoa.

Inicialmente, a PM foi acionada pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e se deslocaram até o endereço indicado para averiguar a denúncia.

No local, a vítima, relatou que seu esposo teria descumprido uma medida protetiva de urgência. A decisão judicial havia sido deferida em 11 de janeiro de 2026.

Conforme o relato, o homem teria entrado na residência sem autorização. Além disso, ele teria desferido chutes contra a vítima, configurando agressão no contexto de violência doméstica e familiar.

Diante dos fatos, policiais militares conduziram vítima e acusado à Delegacia especializada. Por fim, a autoridade policial adotou as medidas cabíveis.

Mais de 46 mil presos deixaram as cadeias do país durante a saidinha de Natal, no fim de 2025. Deste total, 44,5 mil voltaram para os presídios.

Outros 1,9 mil não se apresentaram e são considerados foragidos. Esse número representa 4% do total.

  • O levantamento feito considera dados enviados por 15 estados e pelo DF.
  • Dois estados (Paraná e Rondônia) não informaram o número de presos que voltaram às cadeias até o fechamento da reportagem.
  • Minas Gerais não informou nem quantos saíram, nem quantos voltaram.
  • Em oito estados, não há saidinha: Acre, Alagoas, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

 

Rio de Janeiro é o estado em que, proporcionalmente, mais presos não voltaram da saidinha: 14% do total. Foram liberados temporariamente 1.868 detentos, dos quais 269 não voltaram. Entre eles, há membros de facções e cinco criminosos de alta periculosidade (leia mais sobre isso mais abaixo no texto).

Na Bahia e no Espírito Santo, 8% dos presos com saidinha não se apresentaram.

Já São Paulo tem o maior número absoluto, com 1.131 presos foragidos ente os 29,2 mil liberados no fim do ano — o que dá 4% do total.

Tocantins é o único estado em que todos os 177 presos voltaram para as cadeias.

A saidinha beneficia aqueles que estão no regime semiaberto – que trabalham durante o dia em colônia agrícola ou industrial, ou que estudam. Vale para o preso com bom comportamento, que tenha cumprido 1/6 da pena se for primário e 1/4 se reincidente.

O benefício não é concedido a quem cometeu crimes hediondos ou com grave ameaça e violência, como assassinato.

O Congresso não acabou com as saidinhas?

 

Sim. Em maio de 2024, o Congresso Nacional aprovou o fim das saidinhas para visitas à família ou atividades de ressocialização. Pela nova lei, o benefício ficou restrito apenas a presos que saem para estudar e fazer cursos profissionalizantes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a vetar a nova lei, mas os parlamentares derrubaram o veto.

⚖️ No entanto, de acordo com o artigo 5º da Constituição Federal, uma lei penal mais grave não pode ser aplicada a crimes cometidos antes de ela entrar em vigor.

Sendo assim, só perde o direito à saidinha de Natal quem foi condenado e preso após a promulgação da nova lei. O tema chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não marcou uma data para o julgamento.

“Por conta disso se entende que os regimes de cumprimento de pena e os benefícios também se submetem a este princípio, de que a lei penal mais grave não se aplica a crimes ocorridos antes do início de vigência”, afirma Gustavo Badaró, advogado e professor de processo penal da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

 

“Dificilmente hoje nós temos alguém já condenado em definitivo e cumprindo pena por um crime que cometeu depois da mudança da lei que proibiu a saidinha. Nos próximos anos, sim, quanto mais o tempo for passando, a tendência é que cada vez menos presos tenham direito à saidinha temporária”, explicou o jurista.

Preso que tentou fugir recebeu benefício e não voltou

Traficante que não retornou da saidinha de Natal no Rio tentou fugir 2 vezes nos últimos 5 anos

Entre os 269 presos que não retornaram no RJ está um traficante que tentou fugir duas vezes da prisão.

Marco Aurélio Martinez, conhecido como Bolado, é apontado pela polícia como integrante do Comando Vermelho.

Nos últimos 5 anos, ele tentou fugir duas vezes: em 2021, uma tentativa de resgate com helicóptero deu errado. Três anos depois, ele foi flagrado construindo um túnel na penitenciária. Apesar do histórico, Martinez recebeu o benefício.

Dos 259 foragidos no RJ, 150 eram ligados ao Comando Vermelho (CV), 46 diziam não ter facção, 39 eram vinculados ao Terceiro Comando Puro (TCP) e 23 à facção Amigo dos Amigos (ADA).

Moradores da Comunidade Paulo Afonso, localizada na região de Jaguaribe, em João Pessoa, realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira (09) para pedir justiça após a morte de um jovem de 22 anos durante uma ação policial na localidade.

A manifestação bloqueou uma via da comunidade e objetos foram queimados. O Corpo de Bombeiros foi acionado e atuou na mediação com os moradores para que as chamas fossem apagadas e a situação controlada.

De acordo com informações da Polícia Militar, o jovem foi abordado enquanto carregava uma sacola e teria reagido à ação dos policiais. Segundo a corporação, ele estava armado e disparou contra a equipe, que respondeu aos tiros.

O jovem baleado foi socorrido pela própria viatura da PM e encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu.

Após a perda de mandato de Eduardo Bolsonaro (PL), a PF (Polícia Federal) determinou o retorno imediato dele ao cargo de escrivão na corporação, sob risco de “providências administrativas e disciplinares cabíveis” caso ocorra “ausência injustificada”.

Em ato declaratório publicado noDOU(Diário Oficial da União) desta sexta-feira (02), a PF ordena o “retorno imediato para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação formal”.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou para a Polícia Federal em 2010 como escrivão. Enquanto exercia seu mandato na Câmara dos Deputados, ele estava afastado das funções policiais.

Eduardo está nos Estados Unidos desde março do ano passado, quando se licenciou do mandato na Câmara dos Deputados.

Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda de mandato do parlamentar, justificando a decisão pelo número suficiente de ausências não justificadas.

Eduardo Nantes Bolsonaro

Eduardo Nantes Bolsonaro é um policial federal e político brasileiro, filiado ao Partido Liberal. É o terceiro filho do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e foi deputado federal pelo estado de São Paulo de 2015 a 2025.

eduardo bolsonaro
Eduardo Bolsonaro – Foto: Reprodução/Redes sociais

Entre 18 de março e 20 de julho de 2025, esteve licenciado do cargo, residindo desde então nos Estados Unidos, onde articulou sanções comerciais contra o Brasil e sanções pessoais contra ministros do Supremo Tribunal Federal e outras autoridades brasileiras, em tentativa de livrar seu pai de ser legalmente julgado de acordo com as leis nacionais, ações que o tornaram réu pelo crime de coação no curso do processo.

A Polícia Federal cumpre neste sábado (27) 10 mandados de prisão domiciliar contra condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

As prisões domiciliares foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, um dia após a prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, no Paraguai, enquanto ele tentava fugir, com documentos falsos, para El Salvador.

Os alvos das ordens de prisões domiciliares neste sábado são:

  1. Filipe Martins (está no Paraná), ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;
  2. Ângelo Denicoli (ES), major da reserva do Exército;
  3. Bernardo Romão Corrêa Netto (DF), coronel do Exército;
  4. Fabrício Moreira de Bastos (TO), coronel do Exército;
  5. Giancarlo Rodrigues (BA), subtenente do Exército;
  6. Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército;
  7. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (RJ), tenente-coronel do Exército;
  8. Marília Alencar (DF), ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
  9. Ailton Gonçalves Moraes Barros (RJ), ex-major do Exército;
  10. Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

 

Os alvos terão de usar tornozeleira eletrônica, além de cumprir outras medidas restritivas, como proibição do uso de redes sociais e contato com outros investigados, entrega de passaportes, e proibição do recebimento de visitas.

O ministro do STF também determinou a suspensão dos documentos de porte de arma de fogo.

De acordo com a PF, as ordens judiciais estão sendo cumpridas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das ações.

Condenados dos núcleos 2, 3 e 4

Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, é alvo de operação da PF

Os alvos da operação deste sábado integram os núcleos 2, 3 e 4 da trama golpista, que foram condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

As condenações ainda não são definitivas, ou seja, os processos não transitaram em julgado. O STF ainda vai publicar os acórdãos dos julgamentos. Depois disso, as defesas devem apresentar recursos contra a decisão da Primeira Turma, que serão analisados pelos ministros.

Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República os condenados do núcleo 2 fizeram uso de forças policiais para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder; coordenaram ações de monitoramento de autoridades públicas; tiveram interlocução com as lideranças ligadas aos atos de 8 de Janeiro; e atuaram na elaboração da chamada minuta do golpe.

Fazem parte deste núcleo 2 e foram alvos de medidas neste sábado:

  • Filipe Martins, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais de Bolsonaro, condenado a uma pena de 21 anos de prisão;
  • Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça na gestão de Anderson Torres, condenada a 8 anos e seis meses de prisão.

 

Já os condenados do núcleo 3 foram denunciados pela PGR por planejar as “ações mais severas e violentas” da organização criminosa golpista, como o plano para assassinar autoridades.

Fazem parte deste núcleo 3 e foram alvos de medidas neste sábado:

  • Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército, condenado a uma pena de 17 anos;
  • Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército, condenado a pena de 16 anos de prisão;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército, condenado a uma pena de 17 anos de prisão;

 

núcleo 4, por sua vez, foi acusado e condenado por disseminar notícias falsas para criar uma instabilidade institucional e favorecer uma tentativa de golpe de Estado.

Fazem parte deste núcleo 4 e foram alvos de medidas neste sábado:

  • Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército, condenado a 17 anos de prisão;
  • Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército, condenado a 14 anos de prisão;
  • Guilherme Marques Almeida, tenente-coronel do Exército, condenado a 13 anos e 6 meses de prisão;
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército, condenado a 13 anos e 6 meses de prisão;
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, condenado a 7 anos e 6 meses em regime semiaberto.

 

Lúcia Aparecida da Silva, mãe de Tainara Souza Santos, 31 anos, que morreu nesta quarta-feira (24), após ser atropelada e arrastada por um homem na Marginal Tietê, afirmou que “acabou o sofrimento, e agora é pedir por Justiça”.

Ela ainda agradeceu as mensagens e carinho. O caso passou a ser investigado como feminicídio.

“Oi, meus amores, boa noite. É com muita dor que venho avisar, que nossa ‘guerreirinha’ Tay nos deixou. Descansou, agradeço desde já todas as mensagens de oração, carinho e amor que vocês tiveram comigo e pela minha filha. Ela acabou de partir desse mundo cruel e está com Deus. É uma dor enorme. Mas acabou o sofrimento e agora é pedir por justiça”, disse Lúcia em uma postagem no Instagram.

Tainara morreu 25 dias após o crime, no dia 29 de novembro, e depois de cirurgias para amputar as pernas. Ela estava internada no Hospital das Clínicas, na capital paulista.

Post da mãe de Tainara após a morte da filha — Foto: Reprodução/Instagram

Post da mãe de Tainara após a morte da filha — Foto: Reprodução/Instagram

Ela passou por uma nova cirurgia, na segunda-feira (22), para uma nova amputação na região da coxa, necessária para a reconstrução dos glúteos. Ela também foi submetida a uma traqueostomia para retirada do tubo respiratório e uma cirurgia plástica de reparação.

Porém, por volta do horário do almoço do dia 24, a família foi novamente acionada pelo hospital para retornarem à unidade e se despedir da jovem. Segundo informações dos parentes, Tainara faleceu por volta das 19h da véspera de Natal.

“É com profunda tristeza que informamos que Tainara não resistiu aos ferimentos causados pela brutalidade praticada contra ela no dia 29 de novembro de 2025 e faleceu hoje (24/12) por volta das 19h.Pedimos que respeitem esse momento delicado da família. Em breve, divulgaremos mais informações. Que Deus conforte o coração de todos”, diz nota do escritório de advocacia Wilson Zaska.

Tainara era mãe de dois filhos, um de 12 e uma de 7 anos. — Foto: Reprodução

Tainara era mãe de dois filhos, um de 12 e uma de 7 anos. — Foto: Reprodução

Ainda não há informações sobre horário e local de velório e enterro de Tainara, que deixa dois filhos: um menino, de 12 anos, e uma menina, de 7 anos.

Autor do crime, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, está preso desde 30 de novembro. O caso era tratado como tentativa de feminicídio.

A jovem ficou 25 dias internada, primeiro no Hospital Municipal Vereador José Storopolli, antes de ser transferida para o HC. Ela passou por três cirurgias neste período e chegou a sair do coma induzido e foi extubada. Contudo, seu quadro clínico piorou após a cirurgia de segunda e ela não resistiu.

Mulher é atropelada por ex e arrastada por mais de 1 km até a Marginal Tietê

Feminicídio

 

Tainara foi atacada por Douglas por volta das 6h do dia 29 de novembro, depois que deixou um bar no Parque Novo Mundo, na Zona Norte de São Paulo.

Ela tinha passado a madrugada em um forró no Bar do Tubarão, na Rua Tenente Amaro Felicíssimo, com uma amiga e um rapaz.

Douglas Alves da Silva, que atropelou e arrastou mulher na Marginal Tietê, é preso — Foto: Reprodução/TV Globo

A confusão começou quando o agressor, Douglas, iniciou uma discussão com os dois. Tainara saiu algumas vezes com ele, mas não tiveram um relacionamento sério, de acordo com a família.

“Ele chegou no forró e deu um soco no cara por ciúmes. Ela saiu, e o Douglas já estava esperando lá fora. Aí faz essa tragédia. Ele vai pagar por isso, ela não merecia”, contou uma amiga de Tainara, Letícia Conceição, à TV Globo.

 

Douglas entrou em um Volkswagen Golf preto e avançou com o carro contra a vítima, que caiu e ficou presa sob o veículo.

Imagens obtidas pela polícia mostram o momento em que a vítima é arrastada pela Avenida Morvan Dias de Figueiredo até a Rua Manguari, já na altura da Marginal Tietê. Testemunhas tentaram impedir que ela fosse arrastada, mas o motorista fugiu em alta velocidade.

A Justiça do Maranhão determinou a prisão do prefeito de Turilândia, da vice e dos 11 vereadores do município, sob suspeita de corrupção e participação em organização criminosa.

A operação, conduzida pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado com apoio da Polícia Militar, resultou na detenção de 14 pessoas desde segunda-feira, em Turilândia e em São Luís.

Entre os detidos estão seis parlamentares municipais, a vice-prefeita Tânia Mendes e um médico neurocirurgião acusado de atuar como agiota e conceder empréstimos ao prefeito.

Na residência do irmão do médico, os investigadores localizaram mais de R$ 2 milhões em espécie.

Nesta quarta-feira (24), cinco investigados que estavam foragidos se apresentaram às autoridades, entre eles o prefeito Paulo Curió (União Brasil), a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaína Lima (PRD), o marido dela, Marlon Serrão, e o contador municipal, Wandson Jhonathan Barros.

De acordo com o Ministério Público, o grupo teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos em menos de quatro anos.

A investigação aponta que, desde 2021, um posto de combustíveis ligado à ex-vice-prefeita era utilizado para lavar dinheiro por meio de abastecimentos fictícios, cujos valores retornavam ao prefeito.

A responsável pelos pregões eletrônicos, Clementina de Jesus Pinho, admitiu que aproximadamente 95% das licitações eram manipuladas. Ela também está presa.
Cinco vereadores seguem foragidos. Os outros seis tiveram a prisão preventiva convertida em domiciliar e passarão a usar tornozeleira eletrônica.

Mesmo investigado, o presidente da Câmara, José Luís Araújo (União Brasil), assumirá a prefeitura, já que não foi afastado.

As defesas de Paulo Curió e Eva Dantas afirmaram que ambos estão à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.

A vice-prefeita Tânia Mendes não se pronunciou, e os demais citados não foram localizados para comentar.

Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (ASPOL) divulgou nota pública através de suas redes sociais repudiando acordo firmado entre a Procuradoria-Geral do Estado da Paraíba e uma entidade representativa composta por gestores da Polícia Civil. O diálogo resultou em um regime de subsídio exclusivamente para delegados de polícia.

 

Segundo a ASPOL, a medida contrasta com o posicionamento adotado pelo Governo do Estado no início do ano. Na ocasião, teria sido alegada impossibilidade de concessão de ganhos reais capazes de corrigir a defasagem remuneratória das carreiras. O desfecho foi um reajuste linear de 15%, amplamente criticado por produzir efeitos desiguais entre as categorias.

A entidade relata que, posteriormente, a celebração de um acordo judicial garantindo expressivo reajuste apenas aos delegados evidencia tratamento seletivo e incompatível com os princípios constitucionais da isonomia e da moralidade administrativa.

Para a ASPOL, a iniciativa cria um desequilíbrio interno na Polícia Civil e sinaliza a adoção de critérios diferenciados sem transparência ou diálogo institucional.

Diante do cenário, a associação levanta questionamentos diretos ao chefe do Executivo estadual. A ASPOL indaga se o governador João Azevêdo, no último dia antes do recesso do Judiciário, optou por desconsiderar as demais entidades e carreiras da Polícia Civil para beneficiar exclusivamente a classe dos delegados.

Também questiona se a intenção seria instituir uma hierarquia privilegiada dentro da corporação ou se será estendido às demais carreiras o mesmo parâmetro de negociação e reajuste concedido aos delegados.

A associação ressalta que diversas carreiras responsáveis pela atividade-fim da Polícia Civil, e que enfrentam riscos diários no exercício de suas funções, foram excluídas de qualquer diálogo. Embora possua ação judicial própria buscando o reconhecimento do regime de subsídio, a ASPOL afirma que jamais foi chamada para negociação ou recebeu tratamento isonômico semelhante.

Ao final, a entidade reafirma seu compromisso com a legalidade, a isonomia e a valorização de todas as carreiras da Polícia Civil da Paraíba, destacando que não admite privilégios seletivos, discriminações internas ou a criação de “castas” no serviço público.

Polícia Civil

A Polícia Civil (PC) é a polícia judiciária estadual responsável por investigar crimes comuns (homicídios, roubos, furtos, etc.), apurar infrações penais e solucionar mistérios após o ocorrido, agindo nos bastidores para coletar provas e identificar criminosos, diferentemente da Polícia Militar que foca na prevenção ostensiva.
Suas funções incluem registrar Boletins de Ocorrência, realizar inquéritos policiais, emitir documentos como RG e atestados, e trabalhar em conjunto com a Justiça e o Ministério Público, utilizando inteligência e tecnologia para desvendar crimes complexos.

A Polícia Militar prendeu, na tarde desta terça-feira (16), um homem acusado de agredir a esposa com uma máquina de serrar mármore, mais conhecida como “makita”.

Segundo a polícia, uma denúncia anônima revelou que uma mulher estaria sofrendo violência doméstica em uma residência no bairro do Geisel, em João Pessoa.

Ao chegar no local, os policiais encontraram a mulher com cortes profundos no braço e na perna causados pelo equipamento. A confusão teria começado após ela ter se irritado depois que viu mensagens no celular do homem.

Preso após confessar o crime, o homem foi levado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Após passar por exame de corpo e delito, ele permanecerá à disposição da justiça.

Dois policiais militares, que estavam de folga, frustraram tentativa de roubo a um depósito de bebidas no bairro José Américo, em João Pessoa, na noite desta sexta-feira (12). Os três suspeitos foram surpreendidos e houve troca de tiros no local.

De acordo com a Polícia Militar, os suspeitos da tentativa de roubo fugiram em direção à comunidade de Laranjeiras.

Conforme observado, carro utilizado pelo trio na fuga foi localizado e conduzido até a Central de Polícia Civil.

A ocorrência foi devidamente comunicada às autoridades competentes. Caso segue sendo investigado para identificar e localizar os envolvidos na tentativa de roubo.