Os aliados da OTAN aumentaram o nível de alerta de defesa antimíssil balístico em toda a aliança após a interceptação de um míssil iraniano direcionado à Turquia, informou o quartel-general militar da aliança nesta quinta-feira (5).

O nível de alerta permanecerá elevado até que a ameaça dos “ataques indiscriminados e contínuos do Irã em toda a região diminua”, afirmou o Coronel Martin O’Donnell, porta-voz do Quartel-General Supremo das Forças Aliadas na Europa, em uma publicação no Facebook.

Na quarta-feira, um míssil balístico lançado do Irã foi destruído por sistemas da Otan ao passar pela Turquia, segundo o Ministério da Defesa do país.

O ministério disse em comunicado que não houve vítimas ou feridos no incidente, acrescentando que a Turquia se reserva o direito de responder a quaisquer ações hostis contra ela.

A Turquia – vizinha do Irã, que havia buscado mediar as negociações entre EUA e Irã antes da guerra aérea que começou no fim de semana – alertou “todas as partes para que se abstenham de ações que levem a uma escalada ainda maior”, sugerindo que não estava preparada para pedir o apoio do bloco de defesa transatlântico.

O incidente gera preocupações mais amplas, já que, pela Turquia pertencer à Otan, uma agressão a seu território poderia arrastar todos os países da aliança para o conflito.

Europa enfrenta pressão para se posicionar em relação à guerra no Irã

Ancara poderia potencialmente invocar o Artigo 4 da Otan após a violação do espaço aéreo, caso considerasse a ameaça suficientemente grave, uma medida que poderia levar à ativação do Artigo 5 da aliança, que obrigaria os membros a defendê-la.

Não estava claro para onde o míssil se dirigia. A Otan condenou o ataque do Irã contra a Turquia, que possui o segundo maior exército do bloco, e afirmou estar firmemente ao lado de todos os aliados.

Base dos EUA

 

Os EUA mantêm forças aéreas estacionadas na base de Incirlik, no sul da Turquia, localizada em uma área vizinha à província de Hatay, onde, segundo as autoridades, caíram destroços do míssil interceptado pela OTAN.

Ancara afirma que Washington não utilizou Incirlik em seu ataque aéreo, em conjunto com Israel, contra o Irã, que desencadeou os ataques com mísseis e drones de Teerã.

O Irã não comentou o incidente imediatamente. Em uma conversa telefônica separada sobre os ataques com mísseis iranianos no Catar, um aliado próximo da Turquia, o porta-voz iraniano Abbas Araqchi disse a seu homólogo catariano que os mísseis tinham como alvo apenas interesses dos EUA, e não do Catar.

O Ministério da Defesa turco informou que o míssil sobrevoou o Iraque e a Síria antes de ser abatido pelos sistemas de defesa aérea e antimíssil da OTAN estacionados no leste do Mar Mediterrâneo, acrescentando que não houve vítimas no incidente.

“Todas as medidas necessárias para defender nosso território e espaço aéreo serão tomadas… (e) reservamo-nos o direito de responder a quaisquer ações hostis”, disse o ministério, acrescentando: “Continuaremos a consultar a OTAN e nossos outros aliados”.

Declarações de altos funcionários turcos não mencionaram o Artigo 4, e Ancara não comentou quando questionada pela Reuters.

O artigo afirma que os aliados da OTAN “consultarão entre si sempre que, na opinião de qualquer um deles, a integridade territorial, a independência política ou a segurança” de um membro estiver ameaçada.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que não havia indícios de que o incidente acionaria o Artigo 5, que só foi invocado uma vez antes, após os ataques de 11 de setembro de 2001, e que marcaria uma grande escalada no conflito.

O vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), cobrou respeito da direção do Partido Socialista Brasileiro e revelou que ainda aguarda uma reunião com o governador João Azevêdo, presidente estadual da legenda. As declarações foram feitas nesta quarta-feira (4), durante viagem à Brasília, em meio às recentes divergências internas e ao novo cenário político do partido na Paraíba.

“Eu sou filiado ao PSB, todos também sabem, que é público, como eu estou sendo tratado dentro do meu partido, através do novo presidente, através de alguns dirigentes do partido. E aí, cabe primeiramente a Deus julgar, mas quem vai me julgar, o nosso momento, é o povo de João Pessoa e o povo da Paraíba”, afirmou Léo durante entrevista à rádio Correio 98 FM.

O vice-prefeito destacou que sua principal reivindicação é o respeito dentro da legenda e reforçou a expectativa de diálogo com o comando estadual. “Eu só estou pedindo respeito dentro do partido. Eu estou esperando conversar com o governador João Azevêdo, que é o presidente estadual do meu partido, do nosso partido”, disse o gestor.

Léo Bezerra entregou a presidência municipal do PSB em novembro, a pedido do governador, após anunciar apoio à pré-candidatura do prefeito Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba. Atualmente, João Azevêdo lidera a base governista, que está focada na construção da pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) ao Palácio da Redenção.

O vice-prefeito também relatou incômodo com a condução interna do partido na capital. Ele afirmou que não foi convidado para a posse do novo diretório municipal do PSB em João Pessoa, realizada no mês passado, e soube do evento apenas por meio de grupos de WhatsApp.

Apesar das divergências, Léo afirmou recentemente que ainda mantém o desejo de votar em João Azevêdo para o Senado, mas ponderou que a decisão precisa ser construída com diálogo.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (29), mais uma vez, a visita de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que é filiado ao partido e está preso em regime fechado por liderar uma tentativa de golpe de Estado. No entanto, o paraibano cabo Gilberto conseguiu a autorização.

A negativa decorre do fato de Valdemar estar sendo investigado por envolvimento com os mesmos fatos pelos quais Bolsonaro foi condenado.

“A autorização de contato direto entre investigado e condenado e procedimentos correlatos apresenta risco manifesto à investigação e foi vedada em decisão anterior”, escreveu Moraes.

O ministro também negou o acesso do senador Magno Malta (PL-ES) a Bolsonaro. Na mesma decisão, o ministro autorizou a visita de outros parlamentares ao ex-presidente;

No caso de Malta, Moraes afirmou que não poderia autorizar a visita porque o congressista tentou dar uma “carteirada” e entrar na Papudinha, unidade em que Bolsonaro está preso, sem qualquer autorização prévia, conforme relatado pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

“Tal conduta gera riscos desnecessários à disciplina do Batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia, obstaculizando o deferimento do pedido”, escreveu o ministro.

As visitas autorizadas pelo relator da execução penal de Bolsonaro foram as do deputado Hélio Lopes (PL-RJ), que é amigo pessoal do ex-presidente, e do senador Wilder Morais (PL-GO), bem como do empresário Luiz Antônio Nabhan Garcia.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo cometimento de cinco crimes: organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

Eleições

A negativa de contato entre Bolsonaro e Costa Neto ocorre em momento crucial para a definição dos candidatos para as eleições de 2026. Nesta terça, por exemplo, Bolsonaro deve receber a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um dos principais nomes cotados para a corrida presidencial deste ano.

A visita de Tarcísio, marcada para ocorrer entre as 11h e as 13h, será o primeiro encontro entre os políticos aliados desde que Bolsonaro lançou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como nome da direita para concorrer à Presidência. O encontro deveria ter ocorrido na última quinta, mas acabou adiado pelo governador, que alegou questões de agenda.

Caminhadas e assistência religiosa

Ainda na mesma decisão, Moraes autorizou Bolsonaro a deixar a cela de 64 metros quadrados para realizar caminhadas em trajetos predeterminados pela PMDF, que administra a Papudinha, unidade de detenção voltada para policiais onde foi instalada a Sala de Estado Maior em que Bolsonaro cumpre pena.

Outra autorização dada por Moraes foi para o acesso do padre Paulo Silva, que poderá prestar assistência religiosa ao ex-presidente nos horários normais de visitação da Papudinha, sem restrições. Antes, um bispo e um pastor já tinham sido autorizados.

Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes é um jurista, magistrado, professor catedrático e ex-político brasileiro, sendo ministro e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina para as distribuidoras a partir desta terça-feira (27). Essa será a primeira redução do combustível promovida pela petroleira neste ano.

Com isso, o preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,57 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro.

A última alteração no preço da gasolina havia ocorrido em outubro de 2025.

“Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%”, diz a empresa em nota. (veja a íntegra abaixo)

 

A companhia também informou que deve manter inalterados, neste momento, os preços de venda do diesel para as distribuidoras. Nesse caso, segundo a Petrobras, a redução acumulada nos preços do diesel é de 36,3% desde 2022.

Preços na bomba

 

Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos.

A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

São eles:

  • Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;
  • Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;
  • Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;
  • Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

Veja a nota da Petrobras

 

A partir de amanhã, 27/01, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%.

Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%.

O governo de Donald Trump quer barrar a influência de seus rivais geopolíticos Rússia e China do Hemisfério Ocidental e ameaçou empregar ação militar contra países do continente que não cooperarem ou ainda obstruírem seus objetivos.

A ameaça, estendida a quem não colaborar com as ações de combate ao narcotráfico, está na nova Estratégia Nacional de Defesa dos EUA, publicada pelo Departamento de Guerra norte-americano na última sexta-feira (23). O intuito, segundo a estratégia, é assegurar aos EUA plena dominância militar e comercial “do Ártico à América do Sul”.

A Estratégia Nacional de Defesa serve como guia das políticas e mobilizações militares planejadas para os próximos anos do governo dos EUA, além de detalhar como implementar a Estratégia de Segurança Nacional, divulgada em dezembro.

No novo documento, ao mesmo tempo em que fala em cooperação na base da “boa-fé” com os vizinhos, o governo Trump deixou a porta aberta para ações militares onde e quando julgar que seus interesses não estão sendo atendidos, e utilizou a operação militar em Caracas que depôs o ditador venezuelano Nicolás Maduro como exemplo de ações que o Exército norte-americano pode empregar no futuro.

 

A gestão de Donald Trump explica ainda como aplicará o lema que tem repetido desde a captura do venezuelano Nicolás Maduro, o de que “este é o nosso hemisfério”E fala de garantir “o acesso militar e comercial dos EUA a áreas estratégicas fundamentais, especialmente o Canal do Panamá, o Golfo da América e a Groenlândia. (…).

“Garantiremos, de forma ativa e destemida os interesses dos Estados Unidos em todo o Hemisfério Ocidental. Atuaremos de boa-fé com nossos vizinhos, do Canadá aos parceiros na América Central e do Sul, mas asseguraremos que respeitem e façam a sua parte na defesa de nossos interesses compartilhados. E, quando isso não ocorrer, estaremos prontos para adotar ações focadas e decisivas que promovam os interesses dos EUA. Este é o Corolário Trump à Doutrina Monroe, e as Forças Armadas dos EUA estão prontas para a aplicar com rapidez, poder e precisão, como o mundo viu na Operação Resolução Absoluta [que resultou na prisão de Maduro]”, diz a nova estratégia, assinado pelo secretário Pete Hegseth.

A política de defesa do 2º mandato do governo Trump, segundo o documento do Departamento de Guerra, busca a “paz por meio da força” e começa nas fronteiras dos EUA, passa pelo Domo de Ouro e termina no monitoramento e contenção de seus rivais globais, como a China e a Rússia, contando com a ajuda de aliados ao redor do mundo.

  • “Deter” a China por meio da força e da contenção, mas sem buscar confronto direto;
  • “Delegar” Rússia e a Coreia do Norte, identificadas como ameaças globais, para seus aliados cuidarem —Otan e Coreia do Sul e Japão, respectivamente;
  • “Narcoterrorismo” como alvo militar: EUA se reservou o direito de ataques militares diretos contra organizações narcoterroristas em qualquer lugar das Américas;
  • Vai obrigar Canadá e México a ajudar a fechar as fronteiras dos EUA para a entrada de imigrantes ilegais e de “narcoterroristas”;
  • Aumentar a responsabilidade dos aliados no “fardo da segurança compartilhada”;

China

 

Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30). — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30).

A China é tratada na nova estratégia como o principal rival dos EUA no palco mundial e, por isso, é necessário “deter” o país de Xi Jinping “por meio da força, não do confronto”, ou seja, sem entrar em guerra.

No entanto, o documento diz não ser necessário “dominar nem estrangular” Pequim para atingir esse objetivo, e indicou que vai buscar um arranjo em que cada um exerça dominação em suas regiões de influência para evitar choques.

Isso seria buscado por meio de dois fatores:

  • Esforços diplomáticos com Xi Jinping;
  • Aumentar a presença militar no Pacífico Ocidental —entre o Japão e as Filipinas, passando por Taiwan— para se contrapor à rápida mobilização chinesa na região.

 

“China e suas forças armadas tornaram-se cada vez mais poderosas na região do Indo-Pacífico, a maior e mais dinâmica área de mercado do mundo, com implicações significativas para a segurança, a liberdade e a prosperidade dos próprios americanos. (…) Vamos manter um equilíbrio favorável de poder militar no Indo-Pacífico. (…) Isso não exige mudança de regime nem algum outro tipo de luta existencial. Em vez disso, é possível alcançar uma paz aceitável, em termos favoráveis aos americanos, mas que a China também possa aceitar e sob os quais consiga viver”, afirmou o documento.

 

Trump busca uma “paz estável, comércio justo e relações respeitosas” com a China, segundo o documento. Mas os EUA dizem estar de olho na região do Pacífico Oriental, que abrange Taiwan, Hong Kong e Japão.

Outros pontos da estratégia

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião com o secretário-geral da Otan, em 21 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião com o secretário-geral da Otan, em 21 de janeiro de 2026

  • O governo Trump considera primordial, ainda de acordo com a Estratégia de Defesa, garantir o “acesso militar e comercial” nas regiões do Ártico, do Golfo das Américas, do Canal do Panamá e em outras regiões da América do Sul. E já começou a aplicar essa estratégia, em casos como a tentativa de adquirir a Groenlândia e investidas contra a influência chinesa no canal marítimo da América Central.
  • O governo Trump diz também querer “fechar as fronteiras e deportar” imigrantes ilegais, e afirmar contar com a ajuda do Canadá e do México para isso.
  • Em relação ao combate ao narcotráfico, o Departamento de Guerra afirma se reservar o direito de empregar “ações militares unilaterais” contra narcotraficantes, mas disse que quer ajudar a desenvolver a capacidade de aliados de desmantelar cartéis de drogas latino-americanos.
  • O documento também tratou do Domo de Ouro, e afirmou que o Canadá terá um papel importante para fechar as defesas aéreas perto dos EUA.
  • O governo Trump também fala em “modernizar e adaptar” suas forças nucleares e fazer uma retomada da indústria militar dos EUA.

 

O governador da Paraíba e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), garantiu que a formação da chapa proporcional do Partido Socialista será conduzida com diálogo e foco no fortalecimento da representação política nas casas legislativas. O gestor afirmou que o objetivo é garantir o maior número possível de representantes tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa da Paraíba.

“Nós vamos fazer com diálogo, vamos fazer com uma autoridade muito grande. É extremamente importante a participação dos nossos na formação dessa chapa para deputado federal e deputado estadual. Nós vamos ter sim uma nominação importante, queremos ter o maior número possíveis representantes nas duas câmaras, e eu tenho certeza que nós vamos conseguir isso”, afirmou João durante entrevista ao programa Hora H, da rádio POP FM.

O governador também criticou a forma como, segundo ele, parte da política tem sido tratada, apenas sob a ótica de cálculos eleitorais, deixando de lado valores e compromissos com a população.

“Infelizmente, às vezes, a política está começando e pessoas pensam que política é apenas números. Aí você faz conta se aqui você vence, se aqui você não vence, se aqui eu posso entrar com o deputado, se aqui eu não posso entrar com o deputado. Mas é importante dizer que a população espera mais do que isso, de qualquer candidato”, ressaltou.

Na mesma oportunidade, João ainda ressaltou que o eleitor busca identificação com ideias e posicionamentos claros, e não mudanças repentinas de discurso motivadas apenas por conveniência eleitoral.

“É importante entender que a população faz a identificação de um pré-candidato com a ideologia, com aquilo que verdadeiramente você defende. Você não pode simplesmente mudar todo o conceito, todo o discurso, às vezes de vários anos, porque você fez uma conta errada. Pra mim, não funciona assim”, disse.

O governador concluiu destacando que a política deve ser construída com coerência e unidade dentro do grupo aliado. “A política tem que ser feita com coerência e nós vamos buscar manter o maior número possível de companheiros nossos dentro dessa chapa majoritária”, finalizou.

As declarações foram dadas durante a posse do novo presidente municipal do PSB em João Pessoa, Ronaldo Barbosa.

Os Estados Unidos decidiram suspender o processamento de todos os vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A apuração foi divulgada pela Fox News, nesta quarta-feira (14), que afirma ter tido acesso em primeira mão a um memorando do Departamento de Estado americano.

A medida deve passar a valer a partir de 21 de janeiro, informou a emissora. O documento orienta os funcionários consulares a recusarem vistos de acordo com a legislação vigente enquanto o governo reavalia os procedimentos de triagem e verificação. Nenhum prazo de retorno dessa verificação foi fornecido.

Segundo a emissora, a medida do governo do presidente Donald Trump faz parte de um “esforço para coibir candidatos considerados propensos a se tornarem um encargo público”.

A Fox News afirma que os funcionários consulares foram instruídos a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependerão de benefícios públicos, considerando questões como saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e até mesmo a possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo.

Segundo o memorando, candidatos idosos ou com sobrepeso podem ter pedidos rejeitados, assim como aqueles que já receberam assistência financeira do governo ou foram institucionalizados.

A lista de países afetados inclui, além do Brasil, Rússia, Irã, Somália, Afeganistão, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e outros.

Fontes do governo brasileiro disseram que foram pegas de surpresa sobre o possível cancelamento de vistos e o governo Lula defende cautela e aguarda a formalização da decisão.

Uma fonte do governo americano afirmou à correspondente em Nova York, Priscila Yazbeck, que não há detalhamento sobre a medida e o governo brasileiro não foi comunicado.

A decisão ocorre em meio à ampla repressão à imigração promovida por Trump desde que voltou à Presidência em janeiro do ano passado.

Em novembro, Trump prometeu “interromper permanentemente” a imigração de todos os “países do Terceiro Mundo” após um tiroteio perto da Casa Branca por um cidadão afegão que matou um membro da Guarda Nacional.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, publicou na rede social X a notícia sobre o congelamento do processamento de vistos.

O prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), revelou a estratégia que vem adotando para ampliar apoios políticos em diversos municípios do estado visando as eleições de outubro. Em entrevista à rádio Correio 98 FM, nesta terça-feira (13), o gestor destacou que o diálogo tem sido a principal ferramenta para fortalecer o projeto que pretende apresentar aos paraibanos.

“Esse diálogo está aberto e estou muito feliz, porque estou sendo considerado como uma opção em cada município. Ou eu tenho o apoio do prefeito ou eu tenho o apoio da oposição. Todos contribuem dentro da minha forma de fazer política, com a identificação dos problemas de cada município”, afirmou.

Segundo Cícero, as conversas estão abertas em todos os municípios, independentemente de alinhamentos políticos locais, e o retorno tem sido positivo. O gestor ressaltou que a escuta das demandas locais tem sido fundamental para a construção de propostas voltadas à realidade de cada região do estado.

De acordo com ele, o objetivo é transformar essas demandas em ações concretas. “A gente construir a possibilidade de solução desses problemas. Então, realmente, todos os municípios da Paraíba, a gente tem entrado, tem sido procurado, tem sido acolhido, tem sido acolhido nesse projeto de uma Paraíba mais justa, mais humana e mais solidária”, declarou.

O prefeito da capital reforçou ainda que o avanço do diálogo tem permitido ampliar o alcance do projeto político, reunindo apoios diversos e fortalecendo a ideia de um governo voltado para a inclusão e para a melhoria da qualidade de vida da população paraibana.

Entre os próximos passos da pré-campanha, Cícero espera confirmar em breve o apoio do presidente do PSD na Paraíba, o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima.

A Groenlândia não aceitará “sob nenhuma circunstância” a possibilidade dos Estados Unidos se apoderarem da ilha e intensificará seus esforços para garantir sua defesa por parte da Otan, declarou nesta segunda-feira (12) o governo groenlandês.

“Os Estados Unidos reiteraram o seu desejo de tomar posse da Groenlândia. O Governo de Coalizão da Groenlândia não pode aceitá-lo sob nenhuma circunstância”, afirmou em comunicado.

 

A fala ocorre em meio à investida do presidente norte-americano, Donald Trump, para fazer com que a ilha do Ártico, que pertence à Dinamarca, se torne parte dos EUA. Na semana passada, França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido emitiram uma declaração conjunta expressando seu apoio à Dinamarca e à Groenlândia.

Um grupo de países europeus está discutindo planos para reforçar sua presença militar na ilha para fazer frente às ameaças de anexação feitas por Trump, segundo a agência de notícias norte-americana Bloomberg. O governo da Groenlândia confirmou os esforços da Otan para assegurar o status da ilha.

Europa prepara plano para caso de invasão dos EUA à Groenlândia

“Diante da postura muito positiva adotada por seis países membros da Otan em relação à Groenlândia, o Naalakkersuisut (governo da ilha) intensificará seus esforços para garantir que a defesa da Groenlândia seja integrada no âmbito da Otan”, completou o comunicado.

 

O governo do primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen enfatizou que o país pretende “permanecer sempre como parte da aliança de defesa ocidental”.

Nesse contexto, em que balanceiam a ameaça com o fato dos EUA serem aliados históricos, líderes da Otan buscam mostrar uma alternativa à Casa Branca para buscar uma solução à crise que não envolva o conflito armado. O secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte, disse que está discutindo com os aliados os próximos passos para aumentar a segurança da região do Ártico.

No domingo, Trump reiterou que os Estados Unidos se apoderariam do território “de uma forma ou de outra”, afirmando que “precisa de um título de propriedade”. Ele também zombou da capacidade defensiva da Groenlândia. Anteriormente, ele havia reconhecido que poderia ter que escolher entre preservar a integridade da aliança militar ou controlar o território dinamarquês.

O presidente norte-americano também ameaçou a Groenlândia para fazer um acordo.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele tenha acesso à Smart TV e assistência religiosa de um bispo e um pastor na cela da Superintendência da Polícia Federal, onde o político cumpre pena. Pedido foi enviado na quinta-feira (8).

No pedido, a defesa argumentou que o “acesso a meios de comunicação, em especial à programação jornalística e informativa, representa instrumento legítimo de preservação do vínculo do custodiado com a realidade social, política e institucional do país”.

Os advogados informaram que a TV seria providenciada pela família Bolsonaro apenas para acompanhar canais de notícia e plataformas de streaming como o “YouTube”. A defesa destacou que a finalidade não é o acesso a redes sociais.

Em relação à assistência religiosa, a solicitação informar os nomes do bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni para acompanhamento espiritual, feito durante a prisão domiciliar, mas interrompido com a transferência para a unidade prisional.

Também na quinta-feira (8), os advogados solicitaram ao STF, participação de Bolsonaro no programa de redução de pena através da leitura. São reduzidos quatro dias de pena para cada obra lida.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também protocolou pedido de vistoria institucional na cela de Bolsonaro, por intermédio da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal. Na solicitação, a parlamentar afirma que “ação se faz necessária tendo em vista os últimos acontecimentos amplamente divulgados pela imprensa acerca do ex-presidente”, em relação a a recente queda de Bolsonaro dentro da cela.