O ministro da Defesa do Irã, Aziz Nasirzadeh, afirmou nesta quinta-feira (15) que o governo pode não ser capaz de impedir que a instabilidade se espalhe para além de suas fronteiras, uma perspectiva que preocupa os países vizinhos de Teerã.
Em um pronunciamento transmitido pela agência de notícias estatal iraniana IRIB, Nasirzadeh disse que as autoridades usarão todo o seu poder para reprimir “terroristas armados e brutais”, mas podem não conseguir controlar a insegurança que se alastra para os territórios vizinhos.
A complexa estrutura social do Irã tem alimentado os apelos de diversos grupos de oposição para que manifestantes tomem as ruas contra o regime, incluindo grupos que aspiram à secessão da República Islâmica.
Nasirzadeh também afirmou que “aqueles que planejaram e executaram os distúrbios devem saber que estamos de olho neles”.
Ele alegou que alguns “manifestantes atacaram bases militares para tomar armas e usá-las nos distúrbios”.
Sem apresentar provas, ele também declarou que alguns manifestantes atacaram locais religiosos e culturais, além de ameaçarem comerciantes, argumentando que essas ações representam ameaças à segurança, e não protestos ou manifestações econômicas.
Os comentários do ministro da Defesa seguem uma declaração divulgada na quarta-feira (14) pelo braço de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), que detalhou operações recentes contra o que descreveu como “terroristas armados” e distúrbios apoiados por estrangeiros no país.
A IRGC afirmou estar trabalhando para combater o que chamou de “projeto de agitação americano-sionista”, segundo a agência estatal IRIB.
Também na quarta-feira, o ministro da Justiça do Irã, Amir Hossein Rahimi, argumentou que, a partir de 8 de janeiro, os distúrbios “não foram apenas protestos, mas sim uma guerra interna. Qualquer pessoa presa nesse período é culpada, pois estava presente no local”.



